Argentino de 38 anos volta a marcar na Copa de 2026 e alcança 14 gols em Mundiais
Quando muitos imaginavam que os capítulos mais grandiosos de sua carreira já haviam sido escritos, Lionel Messi mostrou mais uma vez por que é considerado um dos maiores jogadores de todos os tempos. Em uma Copa do Mundo que deve ser a última de sua trajetória, o craque argentino voltou a balançar as redes e colocou seu nome ainda mais perto da eternidade. Com o gol marcado nesta edição do torneio, Messi chegou a 14 gols em Copas do Mundo, igualando a marca de Kylian Mbappé, e ficando a apenas dois gols do recorde histórico de Miroslav Klose, dono de 16 tentos. A façanha ganha contornos ainda mais impressionantes pelo fato de o camisa 10 estar disputando sua sexta Copa aos 38 anos, desafiando o desgaste físico, a pressão, e a própria lógica do esporte de alto rendimento.
A nova marca reacende uma das disputas mais fascinantes do futebol mundial. De um lado está Messi, campeão do mundo, ídolo de uma geração, e protagonista de uma carreira repleta de títulos e recordes. Do outro, Mbappé, o fenômeno francês que surgiu como herdeiro natural do protagonismo global e que, mesmo muito mais jovem, já acumula números impressionantes em Mundiais. Agora, ambos dividem a terceira posição entre os maiores artilheiros da história da Copa do Mundo, atrás apenas de Ronaldo Fenômeno, com 15 gols, e de Klose, com 16. A cada partida, a expectativa cresce entre torcedores, jornalistas, e ex-jogadores, que acompanham uma corrida histórica capaz de redefinir a galeria dos maiores feitos do esporte.
Caçada ao impossível
O que torna essa perseguição ainda mais emocionante é o contexto em que ela acontece. Durante anos, o recorde de Klose foi tratado como uma marca praticamente inalcançável. A regularidade exigida para marcar em diferentes edições da Copa, enfrentando as melhores seleções do planeta, parecia um desafio reservado a pouquíssimos atletas. No entanto, Messi transformou o improvável em realidade. Além de ser o jogador com mais partidas disputadas na história dos Mundiais, o argentino continua decisivo em momentos cruciais, demonstrando a mesma capacidade de definir jogos que o consagrou ao longo de mais de duas décadas de carreira. Cada gol agora não representa apenas um avanço estatístico, mas um passo rumo a um feito que pode redefinir seu legado.
A possibilidade de Messi encerrar a Copa de 2026 como maior artilheiro da história dos Mundiais adiciona um ingrediente dramático ao torneio. O argentino não está apenas disputando partidas; está travando uma batalha contra o tempo, contra os números e contra os limites que costumam encerrar a carreira dos grandes ídolos. Ao mesmo tempo, Mbappé segue na perseguição, transformando a disputa em um duelo geracional que prende a atenção do planeta. Se conseguir marcar mais duas vezes, Messi alcançará Klose; se fizer três, assumirá sozinho o topo de uma das estatísticas mais prestigiadas do futebol mundial. Em uma Copa já repleta de emoções, a corrida pela artilharia histórica se transformou em um espetáculo à parte, e pode produzir um dos momentos mais marcantes da história do esporte.