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Proibição no papel, aventura na prática: saltos radicais seguem atraindo adeptos em viaduto de São Paulo

16/06/2026 12:00 Por Redação NTD

Mesmo vetadas pela Prefeitura desde 2005, atividades como rapel e bungee jump continuam sendo realizadas no Viaduto Sumaré

Entre a adrenalina e o perigo, um dos cartões-postais mais conhecidos da Zona Oeste de São Paulo continua servindo de palco para atividades radicais oficialmente proibidas. O Viaduto Sumaré, sobre a Avenida Dr. Arnaldo, segue recebendo praticantes de rapel, rope jump e bungee jump nos fins de semana, apesar de a Prefeitura de São Paulo manter o veto às atividades desde 2005. Empresas continuam oferecendo os saltos pela internet, atraindo aventureiros dispostos a pagar para desafiar a altura e o risco. 

A proibição foi determinada após um grave acidente ocorrido em 2005, quando um homem caiu de cerca de 27 metros durante uma descida de rapel e sofreu fraturas. Desde então, a administração municipal afirma que a prática não possui autorização e que ações de fiscalização são realizadas periodicamente com apoio da Guarda Civil Metropolitana. Ainda assim, anúncios seguem circulando em redes sociais e plataformas digitais, permitindo que interessados façam reservas para os saltos. 

Risco persistente

O debate voltou à tona após uma série de acidentes envolvendo esportes radicais no estado de São Paulo. No próprio Viaduto Sumaré, uma jovem ficou ferida em 2025 ao se chocar contra a estrutura de concreto durante um salto. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre a fiscalização e a responsabilidade das empresas que promovem as atividades. Além dos riscos aos praticantes, especialistas apontam o perigo para motoristas, ciclistas e pedestres que circulam pela avenida abaixo do viaduto. 

A Prefeitura reforça que qualquer atividade do tipo é irregular e orienta a população a denunciar eventos suspeitos por meio do canal SP 156. Enquanto isso, empresas continuam encontrando formas de divulgar os serviços e captar clientes, evidenciando a dificuldade do poder público em impedir completamente uma prática que mistura turismo de aventura, exposição nas redes sociais e uma busca crescente por experiências de alto impacto. O resultado é um impasse que coloca frente a frente o desejo por adrenalina e as preocupações com a segurança pública.