Agência quer verificar se aeronaves envolvidas na colisão fatal realizavam voos irregulares de passageiros
O estrondo que interrompeu a manhã de domingo no Recreio dos Bandeirantes ainda ecoa entre os escombros deixados pela colisão de dois helicópteros sobre a Avenida das Américas. Enquanto equipes encerram os trabalhos no local do acidente que matou seis pessoas, uma nova frente de investigação ganha força: a possibilidade de que as aeronaves estivessem realizando transporte clandestino de passageiros.
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informou que abriu uma apuração para verificar a regularidade das operações realizadas pelos helicópteros envolvidos na tragédia. O foco inicial é identificar se as aeronaves possuíam autorização para o tipo de serviço prestado e se havia eventual exploração irregular de transporte aéreo, atividade conhecida no setor como táxi aéreo clandestino. A análise ocorre paralelamente às investigações conduzidas por outros órgãos responsáveis pela segurança aeronáutica.
Linhas de investigação
Além da documentação das aeronaves e dos pilotos, os investigadores deverão examinar planos de voo, registros operacionais, contratos e eventuais pagamentos realizados pelos ocupantes. Caso seja confirmada a prestação de serviço de transporte remunerado sem a certificação exigida, os responsáveis poderão responder por infrações administrativas e outras sanções previstas na legislação aeronáutica brasileira.
A colisão ocorreu quando os dois helicópteros se chocaram no ar e caíram sobre um pátio de veículos no Recreio dos Bandeirantes, provocando explosões e um grande incêndio. O acidente é considerado um dos mais graves envolvendo helicópteros já registrados no Rio de Janeiro nos últimos anos e segue sendo investigado para determinar as causas da colisão, as condições operacionais do voo e a eventual existência de irregularidades na atividade exercida pelas aeronaves.