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Política

Lula e Flávio Bolsonaro transformam camisa da Seleção em símbolo de disputa política durante a Copa do Mundo

13/06/2026 11:07 Por Redação NTD

Senador do PL convoca apoiadores a torcerem com a “camisa do Bolsonaro”, enquanto Presidente pede a esquerda para trocar vermelho pelo verde e amarelo

Pouco ntes de a bola rolar nos gramados dos Estados Unidos, México e Canadá, uma outra disputa já ganhou espaço entre os brasileiros. A tradicional camisa amarela da Seleção Brasileira, um dos maiores símbolos da identidade nacional, voltou ao centro do debate político, e passou a ser utilizada como instrumento de mobilização por lideranças de campos ideológicos opostos. Em meio ao clima da Copa do Mundo de 2026 e à proximidade das eleições presidenciais, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Palácio do Planalto, protagonizam uma batalha simbólica pela representação das cores verde e amarela junto ao eleitorado.

Durante uma agenda de pré-campanha no Pará, Flávio Bolsonaro pediu que seus apoiadores acompanhem os jogos da Seleção utilizando a chamada “camisa do Bolsonaro”, em referência ao ex-Presidente Jair Bolsonaro. O senador afirmou que os símbolos nacionais foram fortalecidos durante o governo de seu pai e associou as cores da bandeira brasileira aos valores defendidos pelo movimento conservador. A declaração ocorreu em meio à intensa movimentação política que antecede a campanha eleitoral e reforça a estratégia do bolsonarismo de manter sua identificação com elementos tradicionalmente ligados ao patriotismo.

A disputa pelo verde e amarelo

No campo oposto, Lula faz mea culpa pelas críticas petistas à camisa da seleção, e tem defendido publicamente que a esquerda abandone o vermelho e volte a utilizar as cores nacionais e participe das manifestações de apoio à Seleção durante o Mundial. Em eventos recentes e também nas redes sociais, o Presidente afirmou que o verde e amarelo pertencem a todos os brasileiros, e não devem ser apropriados por um único grupo político. A mensagem faz parte de um esforço iniciado ainda em seu terceiro mandato para reaproximar setores progressistas de símbolos que, nos últimos anos, passaram a ser amplamente associados aos atos e manifestações promovidos por apoiadores do ex-Presidente Jair Bolsonaro.

O episódio evidencia como o futebol e a política seguem profundamente conectados no Brasil. A camisa da Seleção, historicamente ligada a momentos de união nacional e conquistas esportivas, tornou-se nos últimos anos um elemento frequente em atos políticos, campanhas e manifestações públicas. Com a Copa do Mundo coincidindo com o período pré-eleitoral de 2026, a disputa pelo significado das cores nacionais ganha ainda mais relevância, transformando um símbolo esportivo em uma poderosa ferramenta de comunicação política, e, claro, mobilização de eleitores.