Espaço na Pequena África une futebol, cultura, gastronomia e ancestralidade em programação especial durante o Mundial
Sempre que a bola rolar na Copa do Mundo, a Pequena África, no coração do Centro do Rio de Janeiro, também entrará em campo. Desde a abertura do Mundial com o jogo México X África do Sul, nesta quinta-feira, 11, o histórico Casarão Rosa abriu às portas para a Arena Casarão Rosa, iniciativa que está transformando o espaço em uma grande arquibancada multicultural dedicada à transmissão dos jogos do torneio e ao encontro entre diferentes povos africanos que vivem na cidade. A estreia aconteceu às 14h00, com o show de abertura, com participação do cantor nigeriano Burna Boy, que apresentou a música oficial do torneio, "Dai Dai", ao lado da colombiana Shakira, e seguiu até à noite, mesmo após a derrota do time africano para os donos da casa.
Mais do que um ponto de encontro para torcedores, a Arena Casarão Rosa nasce com a proposta de fortalecer os laços entre Brasil e África por meio do esporte e da cultura. Instalado em um dos territórios mais simbólicos da herança africana no país, o espaço ampliará sua atuação de valorização da cultura afro-brasileira ao receber representantes de diversas nacionalidades africanas em uma programação que combina futebol, música, gastronomia e troca de experiências. Na sábado, 13, a programação ganha destaque especial com a transmissão de Brasil X Marrocos, às 19h00, acompanhada por um show do Samba da Serrinha, que se apresentará das 16h00 à meia-noite.
Futebol e ancestralidade
A proposta inovadora chamou a atenção da CazéTV, que acompanhará os jogos das seleções africanas realizados na Arena Casarão Rosa. Segundo Rodrigo Cabelli, diretor de transmissão da emissora digital, o interesse surgiu justamente pelo protagonismo que o projeto dará às comunidades africanas durante a competição. A iniciativa também conta com o apoio do Coletivo Africano, organização que atua na integração de imigrantes africanos no Brasil por meio de ações ligadas à cultura, educação, turismo e oportunidades de negócios.Para Noel Hubert Mekan, representante do Coletivo Africano, a Copa do Mundo será uma oportunidade de ampliar o diálogo entre diferentes culturas e destacar a contribuição dos africanos para a construção da identidade carioca. “O futebol será apenas o ponto de partida. Queremos aproveitar a visibilidade da Copa do Mundo para aproximar povos, promover encontros e mostrar a riqueza cultural dos países africanos que vivem e contribuem diariamente para a construção da cidade do Rio de Janeiro”
Já Simone Torres, gestora do Casarão Rosa, afirma que a Arena reforça a missão do espaço de acolher e conectar pessoas. “A Casa nasceu para ser um espaço de encontro, troca e representatividade. Durante a Copa do Mundo, queremos que cada africano que vive no Rio se sinta em casa, torcendo pelo seu país, compartilhando sua cultura e fortalecendo os laços que unem Brasil e África”, afirma. Além das transmissões em telão gigante e som imersivo, o público encontrará DJs, apresentações culturais, experiências gastronômicas e ativações especiais. Com os povos africanos como protagonistas e a Pequena África como cenário, a Arena Casarão Rosa promete transformar cada partida em uma celebração de pertencimento, diversidade e integração cultural.