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Política

Flávio Bolsonaro quer ouvir líder venezuelana em ação sobre suposta ofensa a Lula e pede investigação sobre reunião de Lula e Maduro

12/06/2026 20:07 Por Redação NTD

Senador solicita depoimento de María Corina Machado e de outras autoridades para reforçar defesa de ação de calúnia

Uma investigação que começou por causa de uma publicação nas redes sociais ganhou novos capítulos e passou a envolver personagens nacionais e internacionais. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acionou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tentar reverter a negativa da Polícia Federal a uma série de diligências que considera essenciais para sua defesa em um inquérito que apura suposta calúnia contra o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar sustenta que as medidas solicitadas podem ajudar a esclarecer os fatos e demonstrar que não houve intenção de atribuir falsamente crimes ao chefe do Executivo.

A principal iniciativa da defesa é o pedido para que a Polícia Federal investigue uma reunião convocada por Lula após a prisão de Nicolás Maduro por autoridades dos Estados Unidos, em janeiro deste ano. Segundo os advogados do senador, a PF recusou diligências que poderiam comprovar o contexto da publicação feita por Flávio na rede social X, na qual ele afirmou que Lula “seria delatado”. A defesa argumenta que o acesso a informações sobre o encontro e a documentos relacionados ao caso seria fundamental para afastar a acusação de que houve dolo ou intenção deliberada de caluniar o presidente.

Defesa contra-ataca

Além de pedir apuração sobre a reunião, Flávio solicitou ao STF a autorização para ouvir diversas autoridades e personagens ligados ao caso. Entre os nomes citados estão o próprio Presidente Lula, a líder da oposição venezuelana María Corina Machado, o procurador norte-americano Walter Clayton III e o colaborador Euzenando Prazeres de Azevedo. Os advogados também pediram o compartilhamento de documentos de investigações e ações penais abertas contra Maduro nos Estados Unidos, numa tentativa de reunir elementos que reforcem a linha de defesa do senador.

O caso tem origem em uma postagem publicada por Flávio Bolsonaro no início de janeiro, quando o parlamentar associou Lula a acusações envolvendo tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, apoio a ditaduras e outros crimes. A Polícia Federal considerou que a mensagem poderia configurar calúnia, entendimento que levou Alexandre de Moraes a autorizar a abertura do inquérito. Agora, ao recorrer diretamente ao STF, o senador tenta ampliar a produção de provas e transformar a investigação em uma discussão mais ampla sobre os acontecimentos que cercaram a prisão de Maduro e seus possíveis desdobramentos políticos e diplomáticos. O pedido apresentado pela defesa ainda aguarda decisão de Moraes.