Brasileira de 31 anos esteve na República Democrática do Congo e apresenta sintomas compatíveis com a doença; exames estão em andamento
Um alerta sanitário voltou a mobilizar as autoridades de saúde de São Paulo. Uma brasileira de 31 anos, recém-chegada da República Democrática do Congo, passou a ser investigada como o segundo caso suspeito de ebola registrado no estado em menos de duas semanas. A paciente foi transferida nesta quarta-feira,10, para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência nacional para doenças infecciosas, onde permanece internada em isolamento enquanto aguarda o resultado dos exames laboratoriais.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a mulher viajou a trabalho para a província de Kivu do Norte, uma região do leste congolês que enfrenta registros da doença. Ela desembarcou no Brasil no último dia 6 e começou a apresentar sintomas como febre e diarreia três dias depois. Após a notificação do caso, os protocolos de biossegurança foram imediatamente acionados e a paciente foi encaminhada para o Emílio Ribas durante a madrugada. De acordo com as autoridades, seu estado de saúde é estável.
Monitoramento reforçado
O novo episódio ocorre poucos dias após a investigação de outro caso suspeito de ebola em São Paulo. Na ocasião, um homem de 37 anos que também tinha histórico de ligação com a República Democrática do Congo foi submetido a exames específicos para a doença. Posteriormente, as análises descartaram a presença do vírus e identificaram uma infecção causada pela bactéria Neisseria meningitidis, responsável pela meningite meningocócica. O paciente segue internado e apresenta evolução favorável do quadro clínico.
Até o momento, não há confirmação laboratorial de ebola no Brasil. As amostras da paciente estão sendo analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz, responsável pelo diagnóstico diferencial desses casos. As autoridades de saúde ressaltam que o risco de disseminação da doença no país continua sendo considerado muito baixo e destacam que o vírus é transmitido por contato direto com fluidos corporais de pessoas sintomáticas, não havendo transmissão pelo ar. Mesmo assim, os órgãos de vigilância epidemiológica mantêm monitoramento rigoroso diante da gravidade da enfermidade e do cenário internacional envolvendo surtos da doença em regiões da África.