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Israel desafia apelos de Trump e volta a atacar o Líbano em meio à escalada no Oriente Médio

09/06/2026 • 19:29 • Por Redação NTD

Nova ofensiva israelense amplia tensão regional, provoca mortes e coloca em risco esforços diplomáticos liderados pelos Estados Unidos

A frágil trégua que parecia ganhar força no Oriente Médio voltou a ser abalada por explosões, sirenes e ataques aéreos. Israel realizou uma nova ofensiva contra alvos no sul do Líbano nesta segunda-feira, 9, ignorando apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por contenção militar e aumentando os temores de uma nova escalada regional. Os bombardeios atingiram áreas próximas à cidade de Tiro, uma das mais importantes do país, e reacenderam um conflito que já ameaça ultrapassar as fronteiras entre Israel e Hezbollah. 

Segundo autoridades libanesas, os ataques deixaram mortos e dezenas de feridos, além de provocar novas ordens de evacuação em regiões densamente povoadas. Israel afirma que as operações têm como objetivo neutralizar posições e integrantes do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã e considerado uma ameaça à segurança israelense. A ofensiva acontece mesmo após Trump ter pressionado o governo de Benjamin Netanyahu a reduzir as ações militares para não comprometer as negociações em curso entre Washington e Teerã. 

Pressão e confronto

O novo ataque é visto como mais um teste à influência de Trump sobre o governo israelense. Nos últimos dias, o presidente americano afirmou que um acordo mais amplo para reduzir as tensões na região estaria próximo, mas os confrontos entre Israel, Hezbollah e Irã continuam dificultando qualquer avanço diplomático. A continuidade das operações militares pode enfraquecer as tentativas de mediação e ampliar ainda mais a instabilidade no Oriente Médio. 

Enquanto as negociações seguem cercadas de incertezas, o cenário no campo de batalha permanece explosivo. O Hezbollah já sinalizou que continuará respondendo aos ataques israelenses, enquanto o Irã voltou a alertar para possíveis represálias caso a ofensiva avance. Com milhares de deslocados, crescente pressão internacional e sucessivas violações dos acordos de cessar-fogo anunciados nos últimos meses, a região volta a viver dias de extrema tensão, elevando o risco de um conflito ainda maior envolvendo diversas potências e atores armados.