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Economia

Santa Catarina fortalece liderança na economia do mar com mais de mil empresas náuticas

08/06/2026 15:12 Por Redação NTD

Estado concentra 65% da produção nacional de barcos de esporte e lazer e amplia empregos e exportações no setor

No litoral catarinense, onde o mar movimenta muito mais do que embarcações, a economia ganha força impulsionada por um setor que segue em expansão. Com 1.028 empresas náuticas em atividade, Santa Catarina consolidou sua posição como um dos principais polos da economia do mar no Brasil, reunindo indústria, tecnologia, turismo, e comércio exterior em uma cadeia produtiva que cresce ano após ano. Os dados são de levantamentos do Sebrae/SC divulgados no primeiro trimestre de 2026 e reforçam a importância estratégica do estado para o segmento. 

O destaque está principalmente nas cidades litorâneas. Itajaí lidera o mapa estadual com 165 empresas, enquanto Florianópolis, São José, Palhoça, e Biguaçu concentram juntas 285 negócios do setor, cerca de 30% do total catarinense. Além da quantidade de empresas, Santa Catarina também se sobressai nacionalmente ao concentrar 65% da produção brasileira de barcos de esporte e lazer e responder por aproximadamente 90% das exportações do segmento, segundo a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar). 

Investimentos e expansão

O avanço da atividade náutica é acompanhado por novos investimentos voltados à ampliação da cultura de lazer no mar. Entre os projetos em destaque está a implantação de um Parque Urbano e Marina na Beira-Mar, empreendimento estimado em R$ 350 milhões que contará com cerca de 600 vagas para embarcações e teve recentemente seu licenciamento concedido. O crescimento do setor também é sustentado por uma cadeia diversificada que envolve manutenção, reparação, fabricação, inovação tecnológica, serviços especializados e turismo náutico.

Na Grande Florianópolis, o cenário favorável é refletido pelo desempenho do Grupo Armatti & Fishing, responsável pelas marcas Armatti Yachts e Fishing Raptor. Com fábrica em São José, a empresa faturou R$ 60 milhões em 2025, ampliou em 30% seu quadro de funcionários e mantém atualmente mais de 100 colaboradores. Segundo o CEO Fernando Assinato, o fortalecimento da economia do mar tem elevado a demanda por mão de obra especializada, fornecedores qualificados e embarcações de maior valor agregado. Enquanto a Fishing Raptor aposta em modelos esportivos de alta performance, com tecnologias voltadas à segurança e velocidade, a Armatti Yachts atende ao segmento premium, reforçando a vocação catarinense para produzir embarcações sofisticadas. Com processos artesanais de fabricação e foco em personalização, o grupo acompanha uma indústria que, segundo a Acobar, já gera cerca de 150 mil empregos no Brasil.