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Monique medeiros deixa a prisão após receber perdão judicial no caso Henry Borel

05/06/2026 11:50 Por Redação NTD

Decisão da Justiça foi anunciada após o julgamento que condenou Dr. Jairinho a mais de 43 anos de prisão pela morte do menino Henry Borel

Depois de mais de cinco anos no centro de um dos casos criminais de maior repercussão do país, Monique Medeiros deixou a prisão nesta quinta-feira, 4, no Rio de Janeiro. A saída ocorreu após a Justiça conceder perdão judicial à mãe de Henry Borel, menino de 4 anos morto em março de 2021. A decisão foi tomada ao fim do julgamento que também resultou na condenação do ex-vereador Dr. Jairinho, apontado como responsável pelas agressões que levaram à morte da criança.

Durante o julgamento, os jurados entenderam que Monique não participou diretamente das agressões fatais praticadas contra o filho e consideraram o intenso sofrimento emocional enfrentado por ela com a perda da criança. Com base nesse entendimento, foi aplicado o benefício do perdão judicial, mecanismo previsto na legislação brasileira para situações excepcionais em que a própria consequência do fato já representa uma punição de grande impacto para o acusado. A decisão extingue a pena que poderia ser aplicada à professora. 

Desfecho do julgamento

Enquanto Monique deixou a cadeia, Dr. Jairinho recebeu uma condenação superior a 43 anos de prisão pelos crimes relacionados à morte de Henry Borel. O caso ganhou repercussão nacional em 2021 após investigações apontarem que o menino era vítima de uma sequência de agressões dentro do apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto. Laudos periciais indicaram múltiplas lesões pelo corpo da criança, desmontando a versão inicial de acidente doméstico apresentada pelo casal.

A libertação de Monique encerra um dos capítulos mais controversos do processo, mas o caso continua sendo lembrado como um marco na discussão sobre violência contra crianças no Brasil. A morte de Henry motivou mudanças legislativas e contribuiu para a criação da Lei Henry Borel, que ampliou mecanismos de proteção a crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica. A decisão judicial, contudo, deve continuar gerando debates entre especialistas, familiares e a opinião pública sobre os limites da responsabilidade parental em casos de violência infantil.