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Defesa de Jairinho contesta provas às vésperas do veredito no caso Henry Borel

04/06/2026 01:55 Por Redação NTD

Julgamento entra na reta final após mais de uma semana de sessões; decisão dos jurados deve ser conhecida amanhã

Com o julgamento se aproximando do desfecho, a defesa do ex-vereador Dr. Jairinho intensificou os ataques à investigação que apura a morte do menino Henry Borel. Os advogados sustentam que as provas apresentadas ao longo do processo não seriam suficientes para embasar uma condenação, e defendem que os jurados se atenham exclusivamente aos autos, sem influência da enorme repercussão pública do caso. A expectativa é que o Conselho de Sentença anuncie sua decisão até quinta-feira, 4, encerrando um dos julgamentos mais emblemáticos e acompanhados do país nos últimos anos.

Desde o início do júri, em 25 de maio, as sessões vêm ocorrendo de forma praticamente ininterrupta, inclusive durante o fim de semana. Os trabalhos só foram paralisados para refeições, necessidades fisiológicas, e o pernoite dos sete jurados responsáveis por decidir o caso — cinco homens e duas mulheres. Durante os debates, a defesa questionou laudos periciais, provas digitais, depoimentos e diversos elementos produzidos ao longo da investigação, alegando falhas que, segundo os advogados de Jairinho, comprometeriam a sustentação da acusação contra Jairinho e também contra Monique Medeiros.

Decisão nas mãos dos jurados

O Conselho de Sentença representa a participação direta da sociedade no Tribunal do Júri. Caberá aos sete jurados decidir, por maioria simples e em votação sigilosa, se os réus devem ser condenados ou absolvidos. Enquanto a defesa insiste que o conjunto probatório não comprova a acusação, o Ministério Público sustenta que as evidências reunidas ao longo de mais de cinco anos de investigação são robustas, e suficientes para demonstrar a responsabilidade dos acusados. A acusação afirma que as tentativas de desqualificar as provas fazem parte da estratégia defensiva para enfraquecer a narrativa construída pela promotoria.

Após a votação dos jurados, caberá à juíza Elizabeth Machado Louro, responsável por presidir o julgamento, definir a dosimetria da pena em caso de condenação. Será ela quem estabelecerá o tamanho da punição aplicada a cada réu e proclamará a sentença final. O caso Henry Borel, que chocou o país desde a morte do menino em março de 2021, chega agora ao momento mais aguardado de todo o processo, quando a sociedade finalmente conhecerá o desfecho judicial de uma tragédia que mobilizou a opinião pública brasileira por mais de cinco anos.