Pesquisa mostra Wellington Fagundes liderando todos os cenários da disputa estadual e consolidando a força do bolsonarismo no estado
A corrida pelo Palácio Paiaguás começa a ganhar contornos mais definidos em Mato Grosso. Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta semana aponta o senador Wellington Fagundes (PL) como o principal favorito ao governo estadual nas eleições de 2026. Aliado histórico de Jair Bolsonaro, o parlamentar aparece na liderança em todos os cenários de primeiro e segundo turno testados pelo levantamento, reforçando a predominância da direita em um dos estados mais conservadores do país.
Fagundes, que recentemente ganhou projeção nacional ao visitar Bolsonaro durante o período em que o ex-Presidente esteve detido na chamada “Papudinha”, em Brasília, registra entre 35% e 40% das intenções de voto no primeiro turno. Em um dos cenários, ele supera o senador Jayme Campos (União Brasil), que aparece com 23%, além do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), com 19%, e da médica Natasha Slhessarenko (PSD), apoiada por setores ligados ao PT, que soma 10%.
Vantagem consolidado
Nas projeções de segundo turno, Wellington Fagundes também mantém desempenho confortável. O senador venceria Otaviano Pivetta por 44% a 35%, derrotaria Jayme Campos por 51% a 28% e abriria vantagem ainda maior diante de Natasha Slhessarenko, alcançando 54% contra 23%. Os números indicam que o parlamentar não apenas lidera a disputa, mas também reúne capacidade de ampliar sua vantagem à medida que o eleitorado se afunila entre os principais concorrentes.
O levantamento reforça uma tendência observada em outras pesquisas recentes no estado. Mato Grosso segue sendo um dos principais redutos do bolsonarismo no país, cenário evidenciado também pela ampla vantagem de Flávio Bolsonaro sobre o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas simulações para a disputa presidencial. Com forte apoio do agronegócio e do eleitorado conservador, Wellington Fagundes surge como o nome mais competitivo na corrida estadual, enquanto adversários buscam construir alianças para tentar reduzir a vantagem do senador nos meses que antecedem a campanha oficial.