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Política

Flávio ironiza fala de Lula sobre PCC e CV e dispara nas redes: “Nossos não, seus criminosos”

01/06/2026 10:01 Por Redação NTD

Senador usa publicação nas redes sociais para rebater declaração do Presidente sobre decisão dos EUA

A classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos continua provocando fortes reações no cenário político brasileiro, e abriu espaço para mais um confronto entre aliados do ex-Presidente Jair Bolsonaro e o governo Lula. O episódio ganhou grande repercussão após o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar que estava “triste” por terem dito que “nossos criminosos são terroristas”. A declaração rapidamente viralizou, e serviu de combustível para uma resposta irônica do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que utilizou suas redes sociais para contestar a fala do petista. Em uma publicação que repercutiu amplamente entre apoiadores e adversários, o parlamentar escreveu: “Nossos não, Lula, seus criminosos”, transformando a declaração presidencial em um dos assuntos mais comentados do debate político nacional.

Pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro aproveitou a visibilidade do tema para reforçar seu discurso em defesa de políticas mais rígidas de combate ao crime organizado. O senador argumentou que a decisão norte-americana representa um reconhecimento internacional da gravidade da atuação das facções brasileiras, e criticou a postura do governo federal diante da medida. Nas redes sociais, onde mantém intensa atividade política, Flávio compartilhou trechos do discurso de Lula e publicou comentários que associam a gestão petista a uma suposta falta de firmeza no enfrentamento das organizações criminosas. A estratégia ampliou o alcance da discussão e colocou o senador no centro do debate sobre segurança pública.

Reação e articulação

A manifestação de Flávio ocorre em um contexto de aproximação com autoridades americanas. Nos últimos dias, o senador participou de reuniões e encontros nos Estados Unidos, incluindo agendas com o Presidente Donald Trump, e integrantes do alto escalão do governo norte-americano, como o Secretário de estado dos Estados Unidos, a quem Lula chamou de  “um tal de Marco Rubio” A classificação do PCC e do CV como organizações terroristas foi anunciada logo após essas articulações, fato que levou aliados do parlamentar a destacar sua atuação internacional. Já integrantes do governo Lula e setores da base governista enxergam a medida como um movimento político que pode aumentar a pressão externa sobre o Brasil em temas relacionados à segurança pública e ao combate ao crime organizado.

Enquanto a decisão dos Estados Unidos amplia sanções financeiras, restrições internacionais, e mecanismos de cooperação para combater as facções, a repercussão política dentro do Brasil continua crescendo. Lula tem afirmado que o país possui instituições capazes de enfrentar o crime sem interferências externas e criticou a postura de opositores que celebraram a medida americana. Flávio Bolsonaro, por sua vez, segue explorando o episódio nas redes sociais, onde transformou a frase presidencial em símbolo de suas críticas ao governo. O embate evidencia como uma decisão internacional sobre segurança pública rapidamente se converteu em mais um capítulo da disputa política que já movimenta os bastidores da corrida presidencial.