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Mais da metade dos brasileiros mantém ou até melhora a saúde sexual ao longo dos anos, aponta estudo

31/05/2026 04:25 Por Redação NTD

Pesquisa mostra que desejo continua forte e vida sexual saudável persiste mesmo com a redução da frequência

A ideia de que relacionamentos longos levam inevitavelmente ao enfraquecimento da vida sexual não encontra respaldo em uma nova pesquisa realizada pelo  Sexlog, a maior rede social adulta da América Latina. O levantamento, que ouviu mais de 3 mil pessoas, revela que mais da metade dos entrevistados mantém ou até aumenta o desejo sexual ao longo dos anos, indicando que a saúde sexual pode permanecer ativa e satisfatória mesmo quando a frequência das relações diminui. Embora 43% afirmem fazer menos sexo do que no início do relacionamento, a pesquisa aponta que a vontade, o interesse, e o prazer continuam presentes para a maioria dos participantes.

Os números reforçam essa percepção. De acordo com o estudo, 53% dos entrevistados afirmam que o desejo sexual atual é maior do que em outras fases da vida, enquanto outros 32% relatam que ele permanece no mesmo nível. Isso significa que 85% das pessoas mantêm ou ampliam sua disposição sexual com o passar dos anos. Além disso, 82% demonstram interesse em experimentar novidades na intimidade, sinalizando que a curiosidade e a busca por novas experiências continuam fazendo parte da vida afetiva de muitos casais, mesmo após longos períodos de convivência.

Menor frequência, mais desejo

Segundo a neuropsicanalista clínica Sanny Rodrigues, a diminuição da frequência sexual é um fenômeno natural em relações duradouras, mas não deve ser confundida com perda de interesse. A especialista explica que fatores como trabalho, responsabilidades familiares, estresse, e cansaço mental acabam reduzindo as oportunidades para a intimidade, sem necessariamente afetar a libido. Para ela, o desejo continua existindo, mas muitas vezes precisa de um ambiente favorável, e de momentos de conexão para se manifestar plenamente.

A pesquisa também mostra que 38% dos entrevistados acreditam que o sexo melhora com o tempo, enquanto outros 38% afirmam que a qualidade da vida sexual depende diretamente da forma como o casal cultiva a relação. Para Sanny Rodrigues, uma vida sexual saudável está mais relacionada à comunicação, à cumplicidade, e à intimidade emocional do que ao número de relações. Os dados revelam ainda que a satisfação sexual permanece elevada para boa parte dos participantes: 55% se declaram satisfeitos ou muito satisfeitos com a vida sexual atual, reforçando que a saúde sexual pode permanecer forte e ativa mesmo em relacionamentos de longa duração.