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Revolta na UFMT cresce e estudantes voltam às ruas de Cuiabá para protestar contra envolvidos em lista misógina

30/05/2026 11:16 Por Redação NTD

Comunidade acadêmica cobra punição máxima para investigados e transforma caso em símbolo da luta contra a violência de gênero dentro das universidades

Cartazes erguidos, palavras de ordem ecoando pelos corredores e uma indignação que se recusa a desaparecer. A Universidade Federal de Mato Grosso voltou a ser palco de protestos nesta sexta-feira após estudantes e professores realizarem um novo ato exigindo a expulsão dos alunos investigados por participação na chamada “lista de estupráveis”, que classificava colegas de forma violenta e misógina. A manifestação, nesta sexta-feira, 29, reuniu integrantes de diferentes cursos no campus de Cuiabá, e ampliou a pressão sobre a instituição para que adote punições definitivas. 

Os manifestantes afirmam que o episódio ultrapassa os limites de uma infração disciplinar e representa um reflexo da cultura de violência contra as mulheres. Durante o ato, estudantes defenderam não apenas a expulsão dos envolvidos, mas também a adoção de medidas permanentes de proteção e conscientização dentro da universidade. Representantes de movimentos estudantis e de organizações ligadas à defesa dos direitos das mulheres destacaram que o caso provocou insegurança entre alunas e expôs problemas estruturais relacionados ao combate à misoginia no ambiente acadêmico. 

Pressão por punição

A UFMT informou que mantém uma comissão responsável por investigar o caso e que os estudantes suspeitos seguem afastados das atividades presenciais enquanto ocorre a apuração. Segundo a universidade, o processo respeita o direito à ampla defesa e ao contraditório, mas poderá resultar em sanções mais severas após a conclusão das análises. O afastamento inicial foi estabelecido por 60 dias, prazo que pode ser prorrogado caso a investigação não seja concluída nesse período. 

O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de mensagens atribuídas a estudantes que mencionavam a criação de um ranking de colegas consideradas “estupráveis”. A denúncia gerou manifestações dentro e fora da universidade, levou à abertura de procedimentos administrativos e provocou cobranças de entidades estudantis, da comunidade jurídica e de órgãos públicos por responsabilização dos envolvidos. Para os participantes do protesto, a resposta da instituição será decisiva para definir qual mensagem será transmitida às futuras gerações de universitários sobre violência de gênero e respeito às mulheres.