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Ricardo Couto promete recuperar recursos do RioPrevidência e intensificar cortes na máquina pública

28/05/2026 01:05 Por Redação NTD

Governador em exercício do Rio afirma que vai acionar a Justiça para reaver valores ligados ao Banco Master 

Com o discurso de quem assumiu um governo em modo de contenção de danos, o governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, afirmou que pretende buscar na Justiça a recuperação de recursos do RioPrevidência aplicados no Banco Master, instituição que entrou em liquidação após investigações envolvendo operações financeiras. Em entrevista concedida à jornalista Miriam Leitão, que irá ao ar às 23h30, no canal para assinatura GloboNews, Couto disse que o estado não pode aguardar eventuais acordos judiciais ou delações para tentar recompor os cofres da previdência fluminense, destacando que já existem medidas em andamento para recuperar parte dos valores destinados ao pagamento de aposentados e pensionistas. 

Segundo o governador interino, a prioridade da atual gestão é reorganizar as contas públicas e reduzir despesas consideradas excessivas dentro da estrutura estadual. Desde que assumiu o Palácio Guanabara, após a saída de Cláudio Castro para disputar o Senado, Couto afirma já ter promovido a exoneração de aproximadamente 2.700 ocupantes de cargos comissionados sem vínculo efetivo com o estado. O desembargador argumentou que o Rio possui uma máquina administrativa inchada e citou como exemplo a quantidade de secretarias estaduais, comparando o modelo fluminense ao de São Paulo, que opera com uma estrutura significativamente menor.  

Enxugamento e crise

As mudanças promovidas por Ricardo Couto acontecem em meio à crise envolvendo o RioPrevidência, alvo de investigações após aplicações milionárias realizadas junto ao Banco Master. Em abril, o então presidente interino da autarquia foi exonerado após pressão do Ministério Público e avanço das apurações sobre investimentos que ultrapassariam R$ 1 bilhão. O fundo previdenciário, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores estaduais, passou a ser tratado pelo governo como um dos principais focos de revisão administrativa e financeira da atual gestão. 

Ricardo Couto também comentou sobre a permanência no comando do estado e afirmou que não pretende discutir prazos ou buscar manifestações prévias do Supremo Tribunal Federal sobre sua continuidade no cargo. Presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, ele assumiu interinamente o Executivo estadual após a renúncia de Cláudio Castro e o afastamento do então presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar. Couto declarou que seu foco, neste momento, está concentrado na reorganização administrativa e financeira do estado, prometendo aprofundar o processo de enxugamento da estrutura pública nos próximos meses.