Notícia Todo Dia NTD
Papo de Líderes

A nova geração não quer apenas salário. Quer sentido.

06/06/2026 17:10 Por Redação NTD

Uma das maiores mudanças que venho observando nas organizações não está na tecnologia; está na mentalidade das novas gerações.

Durante muito tempo, o que se desejava era carreira significava estabilidade, crescimento linear, segurança financeira, permanência longa em uma mesma empresa.

Hoje, o jogo mudou: as novas gerações não querem apenas salário; querem propósito, pertencimento, flexibilidade, aprendizado, e coerência entre discurso e prática.

E muitos líderes ainda não entenderam isso.

Vejo frequentemente executivos reclamando que “os jovens não querem mais trabalhar”. Honestamente? Discordo.

Talvez eles apenas não aceitem mais trabalhar sem sentido. E existe uma diferença enorme. Ao longo das minhas mentorias e interações com profissionais mais jovens, percebo algo muito claro: eles não estão buscando apenas emprego; estão buscando significado.

Querem ambientes mais humanos; lideranças mais acessíveis; empresas mais coerentes; e relações menos hierárquicas e artificiais.

Isso desafia profundamente modelos antigos de liderança baseados exclusivamente em comando e controle.

A nova geração quer participar; quer opinar; quer entender o “porquê” das decisões. Quer sentir que seu trabalho possui impacto real.

Simon Sinek já falava sobre isso há anos: pessoas não compram apenas o que você faz, compram principalmente o porquê você faz.

E isso vale também para liderança.

Líderes que conseguem conectar trabalho com propósito criam times mais engajados e resilientes.

Mas atenção: propósito não é slogan bonito na parede da empresa. Propósito precisa aparecer nas decisões do dia a dia; na forma como as pessoas são tratadas; na cultura; na coerência; no “walk the talk” de todos os líderes da organização.

As novas gerações percebem rapidamente quando existe discurso sem verdade. E, talvez, isso seja algo positivo, porque está obrigando as organizações a se tornarem mais humanas, transparentes, e conscientes.

O futuro vai pertencer às empresas que entendem que pessoas não querem apenas trabalhar para ganhar dinheiro; querem sentir orgulho do lugar onde trabalham, e do impacto que geram no mundo.

E líderes que ignorarem isso provavelmente enfrentarão cada vez mais dificuldade para atrair, engajar, e reter talentos.

Felício Ferraz trabalhou como executivo de empresas multinacionais como Shell e Souza Cruz; é conselheiro, professor, empreendedor em série; e ex-CEO da BAT - British American Tobacco - no Caribe, America Central, Sri Lanka, e Caucasus.

>
WhatsApp Image 2025 08 14 at 11.09.10 CopiaQuer fazer uma mentoria executiva ? clique aqui e mande uma mensagem direta.

WhatsApp Image 2025 08 14 at 11.10.11

 

Clique aqui para acessar

WhatsApp Image 2025 08 14 at 11.11.10

Clique aqui para acessar