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Política

Flávio Bolsonaro chega à Casa Branca e posa ao lado de Trump em movimento que agita corrida de 2026

26/05/2026 23:49 Por Redação NTD

Encontro reservado no Salão Oval foi articulado por aliados nos EUA e reforça estratégia internacional do senador do PL

Washington amanheceu sob tensão diplomática, mas terminou o dia assistindo a uma cena carregada de simbolismo político: o senador Flávio Bolsonaro foi recebido pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dentro da Casa Branca. A reunião ocorreu no Salão Oval, principal gabinete da Presidência norte-americana, e reuniu ainda o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio. O encontro, tratado como estratégico por aliados do PL, acontece em meio à tentativa do senador consolidar sua imagem internacional, e fortalecer sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto em 2026, ampliando sua presença para além do cenário doméstico, e buscando respaldo em lideranças estrangeiras alinhadas ideologicamente.

Segundo bastidores, a aproximação vinha sendo costurada há dias, e teria contado com apoio de interlocutores ligados ao governo republicano, incluindo o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Auxiliares de Flávio afirmam que o convite partiu da própria Casa Branca, embora a agenda tenha sido mantida fora dos compromissos oficiais do governo dos EUA. Internamente, aliados de Flávio Bolsonaro viam a reunião como uma oportunidade de reposicionamento político após desgastes recentes no noticiário nacional. Em declarações após o encontro, o pré-candidato também aproveitou para fazer críticas ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ironizando o fato de Lula não falar inglês, e defendendo que o Brasil amplie o ensino de idiomas, especialmente inglês e espanhol, como ferramenta de inserção internacional e competitividade global.

Sinal para 2026

Após o encontro, Flávio afirmou ter conversado com Trump sobre o cenário político brasileiro, e disse ao Presidente norte-americano acreditar em sua vitória nas eleições presidenciais. O senador também relatou que Trump perguntou sobre a situação do ex-Presidente Jair Bolsonaro, atualmente no centro de disputas políticas e judiciais no Brasil. Segundo Flávio, ele respondeu que o pai “está bem” e classificou o ex-Presidente como “injustiçado”. Ainda durante a agenda, o senador teria se compromissado com Trump a adotar uma postura mais rígida no combate ao crime organizado, incluindo a possibilidade de classificar facções como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas, alinhando-se a uma política mais dura defendida por setores conservadores internacionais.

A visita repercutiu imediatamente no meio político brasileiro. Parlamentares da oposição criticaram tanto o teor quanto o simbolismo do encontro, enquanto aliados bolsonaristas trataram a agenda como demonstração de prestígio internacional e alinhamento ideológico entre Trump e a família Bolsonaro. O episódio também reacendeu divergências sobre a política de segurança pública e relações exteriores, já que o governo Lula tem defendido junto aos Estados Unidos que facções criminosas brasileiras não fossem classificadas como organizações terroristas, sob o argumento de que isso exigiria outro tipo de enquadramento jurídico. Fotos divulgadas nas redes sociais por Eduardo Bolsonaro mostraram Flávio circulando pelos corredores da Casa Branca, imagens que rapidamente ganharam força entre apoiadores, e ampliaram o impacto político do encontro.