Ex-piloto é acusado pela morte do adolescente Rodrigo Castanheira; Justiça ainda decidirá se o réu irá a júri popular
O relógio avançou pela noite no Fórum de Águas Claras enquanto familiares, advogados e testemunhas acompanhavam um dos casos criminais mais comentados do Distrito Federal em 2026. Após mais de dez horas de audiência, terminou nesta segunda-feira, 25, o depoimento das partes no processo que tem como réu Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, acusado pela morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos. O caso ganhou repercussão nacional pela violência das agressões registradas em vídeo e pela comoção provocada após a morte do jovem.
Durante a audiência de instrução e julgamento, realizada das 9h00 até cerca de 19h30, mais de dez testemunhas foram ouvidas, além do próprio réu. Pedro Turra responde por homicídio doloso qualificado por motivo fútil, acusação apresentada pelo Ministério Público após a morte de Rodrigo, que ficou internado por 16 dias com traumatismo craniano severo. A Justiça do Distrito Federal ainda decidirá se o caso seguirá para julgamento no Tribunal do Júri.
Caso que chocou Brasília
Segundo as investigações, Rodrigo Castanheira foi agredido por Pedro Turra na saída de uma festa em Vicente Pires, no dia 23 de janeiro. A versão inicial de uma discussão banal acabou dando lugar à suspeita de uma ação violenta considerada premeditada pela acusação. O ex-piloto chegou a ser preso em flagrante, foi liberado mediante pagamento de fiança, mas posteriormente teve a prisão preventiva decretada diante da gravidade do caso e de suspeitas de tentativa de interferência nas investigações.
A família do adolescente acompanha cada etapa do processo cobrando justiça e responsabilização criminal. O caso também provocou grande repercussão nas redes sociais e reacendeu debates sobre violência entre jovens, impunidade e crimes cometidos por pessoas ligadas ao automobilismo esportivo. Preso desde fevereiro, Pedro Turra segue detido enquanto a Justiça avalia os próximos passos do processo, incluindo a possibilidade de julgamento por júri popular.