Notícia Todo Dia NTD
Carros & Mais

Mercedes dá marcha à ré nos elétricos e futuro mini Classe G terá motor a combustão após pressão de concessionárias

25/05/2026 20:22 Por Redação NTD

Marca alemã muda estratégia para novo “Baby G”, atende pedidos dos EUA e abandona plano de lançar SUV apenas elétrico

A Mercedes-Benz decidiu pisar no freio da eletrificação total e promover uma reviravolta em um de seus projetos mais aguardados. O futuro mini Classe G — apelidado de “Baby G” ou “Little G” nos bastidores — não será mais um SUV exclusivamente elétrico. A montadora alemã confirmou que o modelo também ganhará versões com motor a combustão e sistema híbrido, em uma mudança de rota que expõe a desaceleração do entusiasmo global pelos carros 100% elétricos. 

Segundo jornalistas especializados europeus, a pressão partiu principalmente dos concessionários da Mercedes nos Estados Unidos, que alertaram a fabricante sobre a resistência de parte do público em abandonar os motores tradicionais. Michael Schiebe, CEO da Mercedes-AMG, admitiu que o retorno do motor a gasolina foi motivado diretamente pelo feedback da rede norte-americana. O mini Classe G, inicialmente pensado apenas como elétrico, agora terá também variantes híbridas e a combustão utilizando um motor 1.5 turbo de quatro cilindros desenvolvido em parceria com a Geely. 

Mudança de estratégia

A decisão representa uma mudança importante na estratégia da Mercedes-Benz, que nos últimos anos vinha apostando fortemente na eletrificação de sua linha. O desempenho abaixo do esperado de SUVs elétricos maiores, incluindo modelos da própria marca, fez a fabricante rever planos e adotar uma abordagem mais flexível. A ideia agora é oferecer múltiplas opções de motorização para tentar ampliar o alcance comercial do novo utilitário. 

Mesmo menor e mais acessível que o Classe G tradicional, o novo modelo promete manter a identidade robusta da linha, com visual quadrado, tração integral e foco real em capacidades off-road. O lançamento está previsto para 2027, e a expectativa é que o “Baby G” se torne peça-chave da Mercedes na disputa por um mercado cada vez mais dividido entre consumidores apaixonados por tecnologia elétrica e aqueles que ainda não querem abrir mão do velho motor a combustão.