Evento destacou crescimento da Odontologia Suplementar e discutiu desafios ligados à sustentabilidade, inovação e acesso à saúde bucal
Em um setor que cresce e se transforma rapidamente, o Congresso SINOG 2026 consolidou-se como um dos principais fóruns de debate da saúde suplementar no país. Promovido pela SINOG, o encontro reuniu operadoras, representantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar, do Ministério da Saúde, do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo, além de executivos e especialistas, para discutir temas centrais como Inteligência Artificial, fraudes, regulação e o avanço histórico da saúde bucal no Brasil. O evento teve como eixo o conceito de “Cuidado Integral”, refletindo a crescente integração da odontologia com a saúde como um todo.
Dados recentes da ANS apresentados durante o Congresso reforçam esse avanço: em março de 2026, o Brasil atingiu 35,8 milhões de beneficiários em planos exclusivamente odontológicos, enquanto os planos médico-hospitalares somaram 52,9 milhões. O crescimento de 8,03% nos planos odontológicos coletivos empresariais elevou a participação dessa modalidade de 71,7% para 74,7% do total do segmento. Para Roberto Seme Cury, o cenário evidencia um momento de amadurecimento e ampliação da relevância da odontologia suplementar, que passa a incorporar discussões estratégicas como sustentabilidade, experiência do beneficiário e novos modelos assistenciais.
Regulação, inovação e desafios
A regulação e a sustentabilidade estiveram no centro dos debates, com representantes da ANS defendendo maior integração do sistema de saúde, revisão de processos e construção de modelos mais aderentes à realidade do setor. A diretora adjunta da agência, Angélica Carvalho, destacou a necessidade de uma visão sistêmica do cuidado, enquanto Eliane Medeiros reforçou o papel da governança e da conformidade como pilares para a sustentabilidade. Já Andrey Corrêa enfatizou a importância da participação ativa do setor na construção de políticas públicas, e Lenise Secchin apontou a prevenção e a ampliação do acesso como caminhos para o futuro da odontologia.
A Inteligência Artificial também ganhou protagonismo, com discussões sobre prontuário integrado, automação e personalização da jornada do paciente. Na agenda de ESG e políticas públicas, o evento reforçou o papel do programa Brasil Sorridente e a necessidade de reduzir desigualdades no acesso à saúde bucal. O coordenador nacional de saúde bucal do Ministério da Saúde, Edson Hilan Gomes de Lucena, destacou a importância da prevenção e da integração entre os sistemas público e privado. O Congresso também celebrou os 30 anos da SINOG e a sanção da Lei nº 15.408, que instituiu o Julho Neon como mês nacional de conscientização sobre saúde bucal, marcando um avanço na consolidação da pauta preventiva no país.