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Economia

Esperança ou ilusão? Desenrola 2 anima brasileiros endividados e supera até popularidade do governo

22/05/2026 23:04 Por Redação NTD

Pesquisa Datafolha aponta que 68% dos inadimplentes acreditam que programa vai aliviar suas contas; otimismo com impacto na economia chega a 82%

Entre boletos acumulados, cartões estourados e noites mal dormidas fazendo contas, milhões de brasileiros enxergaram uma possível saída no novo Desenrola Brasil. Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira mostra que 68% dos brasileiros endividados acreditam que serão beneficiados diretamente pela nova fase do programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo federal. O levantamento também revela que o otimismo em relação ao programa supera até os índices de aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Segundo a pesquisa, 82% dos endividados afirmam acreditar que o Desenrola 2 terá efeitos positivos para a economia brasileira. Entre os entrevistados em geral, incluindo quem não possui dívidas, 77% avaliam que a iniciativa deve ajudar o país economicamente. O programa prevê descontos de até 90% nas dívidas renegociadas, juros limitados a 1,99% ao mês e parcelamentos em até 48 meses. 

Alívio nas contas

O levantamento mostra ainda que os mais otimistas com o programa são jovens entre 25 e 34 anos, moradores do Nordeste e pessoas com renda de até dois salários mínimos. Entre os eleitores de Lula, 64% acreditam que terão benefícios diretos com a medida. Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, o percentual cai para 44%. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios brasileiros entre os dias 12 e 14 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais. 

O novo Desenrola foi lançado neste mês e permite renegociar dívidas bancárias atrasadas entre 90 dias e dois anos. O programa também autoriza o uso de parte do saldo do FGTS para abater débitos e mira especialmente dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. Em um país com mais de 83 milhões de pessoas negativadas, segundo dados da Serasa citados pelo levantamento, o governo aposta na medida como uma tentativa de aliviar o aperto financeiro das famílias e estimular o consumo em pleno ano eleitoral.