Zagueiro argentino admite que pode ter feito seu último jogo pelo Glorioso após vitória na Sul-Americana
A vitória do Botafogo por 3 a 0 sobre o Independiente Petrolero, pela Copa Sul-Americana, acabou ficando em segundo plano diante de uma declaração que abalou os torcedores alvinegros. O zagueiro Alexander Barboza confirmou, após a partida, que pode ter feito sua despedida com a camisa do Glorioso antes da transferência para o Palmeiras. Em entrevista ainda no gramado, o defensor agradeceu ao clube e relembrou momentos marcantes da carreira, deixando no ar um adeus que rapidamente incendiou as redes sociais.
Em tom emocionado, Barboza afirmou que sua trajetória no futebol tem sido “muito louca” e destacou o simbolismo da possível despedida acontecer justamente no estádio do Libertad, clube onde viveu grande fase antes de chegar ao Botafogo. O argentino revelou que a permanência até o fim da fase de grupos da Sul-Americana dependia apenas da confirmação da liderança alvinegra. Internamente, a negociação com o Palmeiras já é tratada como praticamente sacramentada, restando apenas ajustes burocráticos e definições sobre a liberação do jogador.
Tensão entre Botafogo e Palmeiras
A transferência do zagueiro vem provocando divergências entre os dois clubes. O Palmeiras deseja contar imediatamente com Barboza para reforçar o elenco na sequência do Campeonato Brasileiro e da Libertadores, enquanto o Botafogo tenta segurá-lo ao menos até a definição matemática da liderança na Sul-Americana. Nos bastidores, a diretoria alvinegra entende que perder um dos pilares defensivos no meio da competição continental seria um duro golpe técnico.
A possível saída também encerra de forma melancólica uma passagem marcante do defensor pelo clube carioca. Campeão da Libertadores e do Campeonato Brasileiro pelo Botafogo, Barboza virou peça importante da equipe e conquistou identificação com a torcida pela raça em campo e pela liderança no sistema defensivo. Apesar do carinho da arquibancada, o argentino vinha demonstrando incômodo com questões internas e sensação de desvalorização, fatores que pesaram na decisão de aceitar o projeto palmeirense.