Senador eleva crise ao máximo, cobra depoimento de Daniel Vorcaro e diz não temer investigação
A crise envolvendo o Banco Master ganhou contornos ainda mais dramáticos em Brasília. Em discurso inflamado no Senado, o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro partiu para o confronto direto e desafiou publicamente o banqueiro Daniel Vorcaro a depor em uma eventual Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. Em tom incisivo, o parlamentar afirmou querer ver Vorcaro detalhar suas relações não apenas com ele, mas também com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e com o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, ampliando o alcance político da crise.
Ao lado de aliados, Flávio Bolsonaro reforçou a defesa da instalação de uma CPMI, e colocou o foco das críticas em Lula e Moraes, sugerindo que adversários políticos temem o avanço das investigações. “Eu não tenho nada a temer, nada a esconder”, declarou o senador, em meio à repercussão de áudios em que solicita patrocínio a Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-Presidente Jair Bolsonaro. A fala, que já vinha gerando desgaste, ganhou nova dimensão com o desafio público e elevou o tom do embate político.
Crise vira bomba eleitoral
O episódio rapidamente extrapolou o campo institucional e passou a impactar diretamente o cenário eleitoral de 2026. Pesquisas recentes indicam desgaste significativo na imagem de Flávio Bolsonaro após a divulgação pelo site político The Intercept Brasil das conversas com o banqueiro, alimentando dúvidas sobre a viabilidade de sua pré-candidatura à Presidência. Nos bastidores, aliados reconhecem que a crise se transformou em um dos principais obstáculos políticos do senador neste momento.
Enquanto isso, o caso Banco Master segue se expandindo, com desdobramentos que atingem diferentes esferas do poder. O nome de Daniel Vorcaro aparece ligado a investigações sobre movimentações financeiras suspeitas e conexões políticas sensíveis, como as visitas extraoficiais do ex-banqueiro a Lula, no Palácio do Planalto. Ao tentar transformar a crise em ataque, Flávio Bolsonaro aposta alto: ou amplia o alcance das investigações e muda o jogo político, ou corre o risco de ver o episódio se consolidar como um dos maiores desgastes de sua trajetória recente.