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Economia

Geração Z antecipa a compra do primeiro imóvel e redefine o mercado imobiliário

21/05/2026 18:10 Por Redação NTD

Jovens entre 21 e 28 anos ganham protagonismo nas decisões de compra e pressionam o setor por inovação

Se antes a chave do primeiro imóvel costumava chegar só depois dos 30, agora ela começa a tilintar mais cedo no bolso de uma geração que cresceu conectada, informada e com pressa de construir patrimônio. A chamada geração Z (jovens nascidos a partir da segunda metade dos anos 1990) começa a ocupar espaço no mercado imobiliário brasileiro, e a desafiar padrões consolidados de consumo e negociação, trazendo consigo novas expectativas e formas de enxergar o investimento em moradia.

Durante décadas, incorporadoras e imobiliárias direcionaram seus esforços a um público mais previsível: famílias de homens e mulheres entre 30 e 45 anos, em busca do primeiro ou segundo imóvel. Esse cenário, porém, começa a mudar. Ainda que representem uma fatia menor das transações, os jovens compradores já influenciam diretamente a forma como os imóveis são apresentados e vendidos, exigindo mais transparência, agilidade, e experiências digitais integradas ao processo de compra.

Um novo comportamento de compra

Segundo a especialista em estruturação de equipes de vendas no setor imobiliário, Andressa Machado, a mudança vai além da idade: trata-se de uma transformação profunda no comportamento. “A geração Z cresceu em um ambiente totalmente digital e tem uma relação diferente com informação e tomada de decisão. Eles chegam muito mais preparados e com expectativas mais altas sobre atendimento e experiência”, explica. Hoje, o público de 21 a 28 anos lidera a intenção de compra no país, priorizando tecnologia, sustentabilidade, localização central, e imóveis compactos e versáteis.

Outro motor desse movimento é a forma como essa geração constrói renda. Profissionais ligados à economia digital, ao empreendedorismo, e à carreiras mais flexíveis têm recorrido ao mercado imobiliário como estratégia de diversificação de investimentos. Ao mesmo tempo, influenciadores digitais ganham protagonismo nesse processo: cerca de 51% desses jovens afirmam ser impactados por conteúdos no Instagram ao tomar decisões de compra, enxergando nesses criadores uma ponte entre educação financeira e validação de estilo de vida. Para o setor, o recado é claro: entender esse novo consumidor deixou de ser tendência, e passou a ser condição para permanecer relevante.