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Conar entra em campo contra bebida de Ronaldinho Gaúcho e Toguro após campanha polêmica

20/05/2026 22:07 Por Redação NTD

Órgão de autorregulamentação publicitária pediu a remoção de anúncios do drink energético “Abracadabra” 

Entre dribles de marketing, vídeos misteriosos, e frases de impacto nas redes sociais, o lançamento do drink energético “Abracadabra”, promovido por Ronaldinho Gaúcho e pelo influenciador Toguro, acabou atraindo um adversário de peso fora do ambiente digital: o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). O órgão pediu a remoção da campanha publicitária da bebida após identificar possíveis irregularidades no conteúdo divulgado pelos influenciadores. A ação, que inicialmente parecia apenas mais uma estratégia ousada de lançamento, rapidamente ganhou contornos de controvérsia ao chamar a atenção de entidades responsáveis por zelar pela ética na publicidade brasileira.

O Conar entendeu que as peças publicitárias do produto poderiam ferir normas relacionadas à comunicação de bebidas energéticas, especialmente no que diz respeito à clareza das informações sobre o teor alcoólico (de 7% em volume), e ao alcance do conteúdo junto ao público infantojuvenil. A campanha utilizava uma estética fortemente voltada ao entretenimento digital, com vídeos recheados de suspense, humor, e linguagem típica das redes sociais, estratégia que ajudou a impulsionar o engajamento. Especialistas apontam que esse tipo de abordagem, embora eficiente em termos de alcance, exige cuidados adicionais quando envolve produtos que podem ter impacto direto no consumo, e no comportamento de diferentes faixas etárias. 

Campanha sob pressão

O drink “Abracadabra” vinha sendo promovido intensamente nas plataformas digitais nas últimas semanas, com teasers publicados por Ronaldinho e Toguro sugerindo uma “poção energética” associada à performance, diversão e estilo de vida noturno. A narrativa construída ao redor do produto apostava em elementos de mistério e exclusividade, incentivando a curiosidade do público, e criando expectativa para o lançamento oficial. A estratégia, comum em campanhas digitais contemporâneas, contribuiu para que o produto ganhasse grande visibilidade em pouco tempo, ampliando sua presença no mercado, e despertando o interesse de consumidores jovens conectados às tendências das redes.

A decisão do Conar reacende o debate sobre os limites da publicidade feita por celebridades e influenciadores digitais, especialmente quando produtos com potencial impacto à saúde são promovidos de forma massiva e com linguagem atrativa. O caso reforça a necessidade de maior atenção às regras de transparência, responsabilidade e adequação do conteúdo publicitário ao público-alvo. Até o momento, nem Ronaldinho Gaúcho nem Toguro haviam se pronunciado oficialmente sobre o pedido de remoção da campanha, enquanto o episódio segue repercutindo, e levantando discussões sobre regulação, influência digital e o papel das marcas na comunicação com seus consumidores.