Segundo a investigação, agente teria atirado após discussão no trânsito na Zona Oeste; vítima estava dentro do veículo de corrida por aplicativo
O que começou como mais um trajeto comum pelas ruas da Zona Oeste terminou em tragédia e revolta. O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou um policial civil pela morte de Thamires Rodrigues de Souza Peixoto, de 28 anos, baleada enquanto estava dentro de um carro de aplicativo no bairro do Pechincha, em Jacarepaguá. A jovem não tinha qualquer envolvimento na discussão que antecedeu os disparos e acabou se tornando vítima fatal de uma briga de trânsito.
De acordo com as investigações, o policial teria se desentendido com o motorista do aplicativo após uma manobra no trânsito. Em meio à confusão, o agente sacou a arma e efetuou disparos contra o veículo. Um dos tiros atingiu Thamires, que estava no banco do passageiro. A denúncia apresentada pelo Ministério Público aponta que a reação do policial foi desproporcional e incompatível com a conduta esperada de um agente de segurança pública.
Crime que chocou o Rio
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e reacendeu debates sobre violência policial, preparo emocional de agentes armados e o risco crescente de conflitos banais terminarem em morte. Desconsolados, familiares e amigos da vítima cobram justiça e afirmam que Thamires teve a vida interrompida “por um motivo absurdo e fútil”.
A Justiça do Rio já havia decretado a prisão do policial, enquanto o processo segue em andamento. O Ministério Público sustenta que as provas reunidas ao longo da investigação indicam responsabilidade direta do agente pelos disparos. A defesa do policial ainda deverá apresentar sua versão oficialmente à Justiça nos próximos passos da ação penal.