Webinar reúne especialistas para discutir como certificação pode fortalecer a economia verde na Amazônia
Em um momento em que a Amazônia se torna peça-chave no tabuleiro global da sustentabilidade, um novo debate promete lançar luz sobre caminhos concretos para transformar potencial em desenvolvimento. A Fundação Getúlio Vargas (FGV), por meio da Escola de Economia de São Paulo da FGV (FGV EESP), realiza no próximo dia 25 de maio, às 19h00, mais uma edição da série “Diálogos Amazônicos”, desta vez com foco no tema “Selo Amazônia, Investimentos Sustentáveis e Negócios de Impacto”. O evento será transmitido ao vivo pelo canal da instituição.
A iniciativa ocorre em meio ao fortalecimento da agenda de desenvolvimento sustentável na região, impulsionada por projetos que valorizam cadeias produtivas responsáveis e atraem capital voltado a impacto socioambiental. Nesse cenário, o Selo Amazônia — ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) — surge como ferramenta estratégica para ampliar a rastreabilidade, estimular boas práticas e elevar a competitividade da Amazônia nos mercados nacional e internacional.
Selo e nova economia verde
Com a crescente demanda global por soluções alinhadas aos princípios ESG, o debate pretende explorar como a certificação pode impulsionar negócios sustentáveis, atrair investimentos e contribuir para uma política industrial verde no Brasil. A proposta é conectar diferentes visões sobre oportunidades e desafios, reunindo representantes do setor público e da iniciativa privada em uma discussão qualificada sobre o futuro da região.
Entre os convidados estão Julia Cruz, secretária de Economia Verde do MDIC, e Matheus Faria, sócio-fundador da Axcell, aceleradora de negócios de impacto na Amazônia. A mediação será feita por Márcio Holland, professor da FGV EESP e ex-secretário de Política Econômica. A série conta com apoio do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), entidade que atua na defesa do modelo da Zona Franca de Manaus, responsável por sustentar mais de 600 empresas no Polo Industrial e contribuir para a preservação de 97% da cobertura florestal do estado, além de movimentar R$ 228 bilhões em 2025.