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Política

AtlasIntel na mira do TSE: Flávio Bolsonaro aciona Tribunal e acusa instituto de manipular pesquisa

19/05/2026 20:11 Por Redação NTD

Pré-campanha acusa levantamento de manipulação e diz que instituto influenciou respostas de entrevistados 

A disputa pela eleição presidencial de 2026 ganhou mais um capítulo de tensão nos bastidores políticos de Brasília. A coordenação jurídica da pré-campanha de Flávio Bolsonaro acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira, 19, alegando irregularidades na formulação do levantamento. O grupo político do senador pede a suspensão imediata da pesquisa, e quer que a Justiça Eleitoral investigue possível crime eleitoral relacionado à divulgação dos dados. A iniciativa reforça o tom de confronto adotado por aliados do parlamentar diante de números que, segundo eles, não refletem o cenário real das intenções de voto e podem interferir diretamente no ambiente político.

O motivo da reação foi o resultado desfavorável ao parlamentar nos cenários simulados para a eleição presidencial, contrariando todas as pesquisas recentes que mostraram empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o Presidente Lula. Segundo o levantamento da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, Lula aparece à frente de Flávio tanto no primeiro quanto no segundo turno. Na simulação inicial, Lula teria 47% das intenções de voto contra 34,3% do senador. Já em um eventual segundo turno, o petista surgiria com 48,9%, enquanto o filho do ex-Presidente Jair Bolsonaro alcançaria 41,8%. Os números ampliaram a pressão sobre a pré-campanha, e aceleraram a reação jurídica, vista como uma tentativa de conter os efeitos políticos da divulgação.

Guerra das pesquisas

Na representação apresentada ao TSE, os advogados da pré-campanha afirmam que a metodologia utilizada pela AtlasIntel teria ultrapassado limites técnicos ao formular perguntas capazes de direcionar as respostas dos entrevistados. Segundo a defesa, o questionário teria sido estruturado de maneira a induzir percepções negativas sobre Flávio Bolsonaro, influenciando o entrevistado antes mesmo da escolha do candidato; o que, na avaliação dos advogados, compromete a neutralidade e a credibilidade do resultado final. Em nota, o levantamento foi classificado como um “precedente manipulativo grave”, com potencial de distorcer o debate público e impactar o comportamento do eleitorado. A acusação eleva o tom da disputa e coloca em xeque a confiança em institutos de pesquisa em meio ao acirramento político.

O movimento evidencia o aumento da tensão política em torno da sucessão presidencial, especialmente diante da consolidação de Flávio Bolsonaro como principal nome da oposição para 2026. Apesar da contestação atual, pesquisas recentes indicam um cenário de forte polarização entre o senador e Presidente Lula, com variações de desempenho dependendo do instituto e da metodologia aplicada. Nos bastidores, aliados do PL avaliam que a chamada “guerra das pesquisas” deve se intensificar nos próximos meses, com disputas narrativas cada vez mais frequentes sobre a confiabilidade dos levantamentos. A tendência é que o tema continue no centro do debate político, à medida que a corrida eleitoral ganhar ritmo e visibilidade nacional.