Levantamento mostra Presidente à frente, enquanto avaliação negativa da gestão segue maior que a positiva
A disputa presidencial de 2026 continua marcada pela polarização entre lulismo e bolsonarismo. Nova pesquisa AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta terça-feira, 19, aponta que o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece na liderança nos principais cenários de primeiro e segundo turno para a Presidência da República. Apesar da vantagem eleitoral, os números revelam que o governo ainda enfrenta um alto índice de desaprovação entre os eleitores brasileiros.
Segundo o levantamento, Lula lidera os cenários de primeiro turno contra nomes da direita, incluindo o senador Flávio Bolsonaro. Nas simulações de segundo turno, o Presidente também aparece numericamente à frente, embora dentro de um cenário considerado competitivo e polarizado. A pesquisa é a primeira divulgada pelo instituto após a publicação do site político The Intercept Brasil sobre A conversa entre Flavio Bolsonaro e Daniel Vorcaro sobre o patrocínio do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-Presidente Jair Bolsonaro. Apesar da oscilação em relação à pesquisas anteriores, o levantamento reforça a consolidação antecipada da disputa entre os dois campos políticos que dominam o debate nacional desde 2018.
Polarização mantida
Ainda que mantenha vantagem nas intenções de voto, a avaliação do governo continua sendo um ponto de atenção para o Palácio do Planalto. A desaprovação da gestão Lula permanece superior à aprovação, refletindo desgaste em áreas como economia, segurança pública e custo de vida. Os dados também indicam elevados índices de rejeição tanto ao Presidente quanto aos principais nomes ligados ao bolsonarismo, evidenciando um eleitorado dividido e com pouca abertura para alternativas de centro.
O levantamento AtlasIntel/Bloomberg foi realizado com entrevistas em todo o território nacional e se soma a outras pesquisas recentes que vêm apontando equilíbrio crescente na corrida eleitoral. Embora Lula mantenha a dianteira neste momento, institutos registram avanço de adversários ligados à direita, e redução das margens em eventuais confrontos de segundo turno, cenário que mantém a eleição de 2026 completamente aberta.