Nova leva de cortes publicada nesta segunda-feira amplia reestruturação no governo estadual e aprofunda revisão de cargos comissionados
O “pente-fino” instalado no Palácio Guanabara segue avançando em ritmo acelerado. Com as exonerações publicadas nesta segunda-feira, 18, o governo do Estado do Rio, comandado interinamente pelo desembargador Ricardo Couto, chegou à marca de 2.509 desligamentos desde o início da reestruturação administrativa. A medida vem transformando os bastidores da máquina pública fluminense em meio a um processo descrito pelo próprio entorno do governo como um “choque de gestão”.
As exonerações atingem principalmente cargos comissionados distribuídos por secretarias, fundações e órgãos estratégicos do Executivo estadual. As mudanças ganharam força após a saída do ex-governador Cláudio Castro e a ascensão temporária de Ricardo Couto ao comando do estado. Segundo informações divulgadas nos últimos dias, o objetivo oficial é enxugar estruturas, revisar contratos e reduzir despesas da administração pública.
Reestruturação ampla
Além dos cortes em cargos, o governo interino também promoveu substituições em secretarias consideradas estratégicas, como Fazenda, Planejamento e Ambiente. Auditorias internas passaram a revisar milhares de contratos da administração estadual, em um movimento que mira possíveis irregularidades, sobreposições de funções e casos de servidores sem atuação efetiva. A estimativa divulgada por aliados do governo aponta para uma economia milionária mensal após a conclusão das medidas.
O futuro político do estado, porém, segue cercado de indefinições. O Supremo Tribunal Federal ainda deve decidir os próximos passos da sucessão no Rio de Janeiro após a vacância do governo e os desdobramentos envolvendo o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. Enquanto isso, Ricardo Couto mantém o processo de reformulação administrativa em andamento, consolidando uma das maiores séries de exonerações já registradas recentemente no Executivo fluminense.