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Política

Lula quer insistir em Jorge Messias para o STF mesmo após derrota histórica no Senado

18/05/2026 14:11 Por Redação NTD

Presidente discute possibilidade de reenviar indicação do chefe da AGU, mas enfrenta resistência dentro do próprio governo

A derrota histórica ainda ecoa no Palácio do Planalto; e Luiz Inácio Lula da Silva parece disposto a transformá-la em disputa política aberta com o Senado. Relatos de bastidores dão conta de que o Presidente passou a discutir com aliados a possibilidade de reenviar o nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, mesmo após o advogado-geral da União ter sido rejeitado pelos senadores em uma votação considerada inédita desde o fim do século XIX. A movimentação, porém, já provoca divisão entre integrantes do próprio governo, que temem uma nova derrota política em pleno ano eleitoral. 

Nos bastidores, Lula tem afirmado que a rejeição de Messias não foi apenas uma derrota pessoal do indicado, mas um recado direto ao governo federal. O Presidente avalia que a escolha de ministros do STF é uma prerrogativa constitucional do Executivo, e considera que houve articulação política para barrar o nome do chefe da AGU. Segundo interlocutores, o petista estaria disposto a atuar pessoalmente nas negociações, e conversar inclusive com senadores da oposição para tentar reverter o cenário caso decida reenviar a indicação. 

Clima de tensão

Apesar da disposição do Presidente, uma ala do governo avalia que insistir no mesmo nome pode ampliar o desgaste político do Planalto. Auxiliares defendem cautela, e sugerem que Lula converse primeiro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, apontado por integrantes do governo como um dos principais articuladores da rejeição de Messias. O clima entre os dois, no entanto, segue distante desde a votação no Senado, que terminou com 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis ao atual advogado-geral da União. 

A rejeição de Jorge Messias entrou para a história política recente por quebrar uma tradição de mais de 130 anos sem derrotas presidenciais em indicações ao STF. O episódio expôs fragilidades na articulação política do governo no Congresso e aumentou a pressão sobre Lula às vésperas das eleições de 2026. Ainda sem decisão oficial tomada, o Presidente mantém o tema sob análise enquanto aliados discutem os riscos institucionais e eleitorais de transformar a indicação ao Supremo em um novo embate entre Planalto e Senado.