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Bem-estar & Saúde

Obesidade supera tabagismo e vira principal fator de risco à saúde no Brasil

16/05/2026 23:41 Por Redação NTD

Avanço acelerado do excesso de peso preocupa especialistas e amplia pressão sobre o sistema público de saúde

O Brasil trocou um velho inimigo por outro... E ele está cada vez maior e mais presente no prato, na rotina sedentária, e nas estatísticas médicas. A obesidade se tornou o principal fator de risco para problemas de saúde no país, superando o tabagismo, e consolidando uma mudança profunda no perfil sanitário da população brasileira. O alerta foi divulgado por especialistas da área de saúde pública e reforça a preocupação com o avanço acelerado de doenças ligadas ao excesso de peso, como diabetes, hipertensão, e problemas cardiovasculares. 

O crescimento (literalmente) da obesidade no país acompanha mudanças nos hábitos alimentares, aumento do consumo de ultraprocessados e a redução da atividade física no cotidiano. Especialistas apontam que o problema deixou de estar restrito a determinadas faixas etárias ou classes sociais, e passou a atingir crianças, adolescentes e adultos em praticamente todas as regiões do Brasil. Além dos impactos individuais, o avanço da doença também gera custos bilionários ao sistema de saúde, sobretudo no tratamento de enfermidades crônicas associadas ao sobrepeso. 

Mudança no perfil da saúde

A obesidade está diretamente ligada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, apneia do sono, e alguns tipos de câncer. Estudos internacionais e organismos de saúde já classificam o excesso de peso como uma das principais causas evitáveis de morte no mundo. No Brasil, especialistas alertam que o cenário se agravou após a pandemia, período em que houve aumento do sedentarismo, piora na alimentação e crescimento de problemas relacionados à saúde mental. 

Diante do avanço da obesidade, profissionais da saúde defendem políticas públicas voltadas à prevenção, educação alimentar e incentivo à atividade física. Entre as medidas discutidas estão restrições à publicidade de alimentos ultraprocessados para crianças, melhoria da alimentação escolar e ampliação de campanhas de conscientização. A avaliação de pesquisadores é que o enfrentamento do problema dependerá não apenas de mudanças individuais, mas também de transformações estruturais no ambiente alimentar, e no estilo de vida das grandes cidades.