Companhia apresenta três criações brasileiras que exploram tradição, experimentação e identidade em SP
No palco, o corpo fala, e, desta vez, convida o público a ouvir de perto, sem pagar ingresso. A São Paulo Companhia de Dança ocupa o Centro Cultural São Paulo (CCSP) com duas apresentações gratuitas que prometem transformar movimento em linguagem viva, em um encontro entre o clássico e o contemporâneo.
As sessões acontecem nos dias 29 e 30 de maio, às 20h00, com ingressos distribuídos a partir das 14h do dia anterior, nas bilheterias física e digital do espaço. No programa, três obras brasileiras compõem a noite: Casa Flutuante, de Beatriz Hack, ATÔMICO, de Sérgio Galdino, e play!ground, de Letícia Forattini — estas duas últimas desenvolvidas no âmbito do Ateliê de Criação, projeto da companhia que fomenta novos coreógrafos e amplia o repertório artístico.
Pluralidade em movimento
“As obras apresentadas revelam diferentes perspectivas de criação e evidenciam a pluralidade artística presente na companhia”, afirma Inês Bogéa, diretora artística da SPCD. Segundo ela, os trabalhos transitam entre pesquisa de movimento, sensibilidade e experimentação, aproximando tradição e contemporaneidade ao destacar o corpo como espaço de invenção e expressão.
Entre os destaques, ATÔMICO mergulha na efervescência cultural nordestina ao combinar maracatu, manguebeat, hip-hop e música eletrônica em uma coreografia que traduz, no corpo, a força da miscigenação cultural brasileira. Já play!ground propõe um espaço de liberdade criativa e encontro entre intérpretes, evocando a espontaneidade dos processos de criação. Fechando o programa, Casa Flutuante investiga as múltiplas noções de “casa” e suas impermanências, explorando relações humanas por meio de movimentos individuais e coletivos.