Com mais de 1.500 clientes na base, empresa mira digitalização como eixo central de crescimento no food service
O garçom agora atende também pelo clique — e é nesse novo salão, onde cardápios são digitais e a decisão do cliente acontece antes mesmo da chegada ao restaurante, que o Grupo Alpha tem expandido sua atuação. Em um setor pressionado por mudanças rápidas no comportamento do consumidor, a empresa ultrapassou a marca de 1.500 restaurantes atendidos e aposta na combinação entre tecnologia, marketing e gestão comercial para escalar resultados em diferentes mercados da América Latina.
O pano de fundo dessa transformação é o avanço consistente do consumo digital no Brasil. Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico indicam que o e-commerce movimentou R$ 100,5 bilhões no primeiro semestre de 2025, consolidando os canais online como parte essencial da jornada de compra. No food service, essa mudança se traduz em novas exigências: agilidade no atendimento, presença digital eficiente e estratégias de retenção cada vez mais sofisticadas.
Disputa digital redefine o setor
Nesse cenário, o Grupo Alpha estruturou um modelo focado na profissionalização da operação dos restaurantes. Para o fundador e diretor comercial, Gustavo de Oliveira, a digitalização deixou de ser diferencial. “O consumidor mudou muito rápido. Hoje, ele decide onde consumir observando tempo de resposta e experiência digital. Muitos restaurantes ainda perdem receita por não acompanhar essa transformação”, afirma. Já o CEO, Athos Vilarins, aponta que o desafio central está na eficiência: negócios com alta demanda nem sempre conseguem converter interesse em faturamento por falhas na operação digital.
As projeções reforçam o potencial — e a pressão — sobre o setor. O Instituto Foodservice Brasil estima crescimento de 6,25% em 2025, com movimentação de R$ 241 bilhões. Ao mesmo tempo, empresários enfrentam aumento da concorrência, margens mais apertadas e custos elevados de aquisição de clientes. Relatórios recentes mostram ainda uma mudança relevante no comportamento do consumidor, que passou a reduzir a frequência de pedidos, mas elevar o ticket médio, tornando as escolhas mais criteriosas e orientadas à conveniência. Para o Grupo Alpha, a disputa já começou — e acontece, sobretudo, na tela do celular antes mesmo do cliente escolher onde sentar.