Senador afirma que aliado já apresentou explicações sobre o caso e intensifica discurso de oposição ao governo Lula
Em meio ao turbilhão político provocado pela divulgação de áudios pelo site político The Intercept Brasil, o senador Sergio Moro decidiu entrar de vez na linha de frente em defesa de Flávio Bolsonaro. Em publicação nas redes sociais, Moro afirmou que o filho do ex-Presidente Jair Bolsonaro “apresentou suas explicações” sobre o episódio e classificou o PT como “sinônimo de corrupção no Brasil”, reacendendo o embate entre bolsonaristas e governistas em Brasília. A manifestação ocorreu após o vazamento de conversas relacionadas ao Banco Master ampliar a pressão política sobre aliados da direita.
Na postagem, Moro relembrou escândalos históricos envolvendo Lula e governos petistas, como Mensalão e Petrolão, além de citar denúncias recentes ligadas a fraudes no INSS. O senador também reforçou apoio à criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar o Banco Master, afirmando que ele e parlamentares da oposição já assinaram o pedido de instalação da CPMI. Segundo Moro, a investigação deve avançar “sem medo”, numa tentativa de afastar a narrativa de blindagem política em torno de Flávio Bolsonaro.
Pressão no Senado
A crise ganhou novos contornos após a repercussão de áudios de Flávio Bolsonaro envolvendo tratativas relacionadas ao patrocínio de um filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. O episódio aumentou a tensão dentro da direita, provocando críticas até mesmo de setores ligados ao partido Novo e ampliando o debate sobre os bastidores da pré-campanha presidencial de 2026. Apesar disso, Moro optou por minimizar o impacto das revelações, e concentrou sua artilharia no governo federal e no PT, numa tentativa de manter a oposição unificada em torno da CPI.
Enquanto isso, a pressão pela instalação da CPMI do Banco Master cresce no Congresso, embora líderes políticos reconheçam que as chances de avanço da comissão ainda sejam consideradas remotas nos bastidores do Senado. Mesmo assim, a mobilização da oposição ganhou força após novas operações e investigações envolvendo nomes ligados ao banco e ao empresário Daniel Vorcaro. O caso já se transformou em mais um capítulo da intensa disputa política que antecede as eleições presidenciais de 2026 e tende a manter aceso o clima de confronto entre governo e oposição nas próximas semanas.