Homem de 62 anos estava internado em estado grave desde o acidente; explosão destruiu casas e deixou dezenas de famílias desalojadas
O silêncio que tomou conta da comunidade do Jaguaré nos últimos dias foi novamente quebrado pela dor. O Governo de São Paulo confirmou nesta quinta-feira a segunda morte provocada pela explosão ocorrida durante uma obra da Sabesp na Zona Oeste da capital paulista. Francisco Altino, de 62 anos, estava internado em estado grave no Hospital Regional de Osasco desde o acidente registrado na última segunda-feira, 12, quando uma forte explosão atingiu casas da comunidade Senhora das Virtudes II e espalhou destruição pela região.
Segundo o governo paulista, Francisco não resistiu aos ferimentos após permanecer dias sob cuidados intensivos. A explosão aconteceu durante uma obra de remanejamento de tubulação de água realizada pela Sabesp, quando uma rede de gás teria sido atingida. O impacto destruiu imóveis, lançou destroços pelas ruas e deixou moradores em pânico. A primeira vítima fatal foi encontrada sob os escombros ainda no dia do acidente, enquanto outras pessoas ficaram feridas e precisaram de atendimento hospitalar.
Rastro de destruição
Além das mortes, o acidente provocou uma corrida das autoridades para socorrer famílias atingidas pela explosão. A Defesa Civil informou que dezenas de imóveis passaram por vistoria técnica e que parte das residências já foi liberada para retorno dos moradores. Ainda assim, algumas casas seguem interditadas por risco estrutural. Aproximadamente 160 pessoas foram afetadas diretamente, e dezenas precisaram ser hospedadas temporariamente em hotéis custeados pela Sabesp e pela Comgás.
O governador Tarcísio de Freitas lamentou a nova morte e afirmou que o estado continuará oferecendo apoio psicológico e financeiro às famílias atingidas. A Sabesp elevou para R$ 5 mil o auxílio emergencial destinado aos moradores afetados enquanto os prejuízos são contabilizados. Paralelamente, a Polícia Científica e o Instituto de Criminalística seguem investigando as causas da explosão, que reacendeu o debate sobre segurança em obras urbanas e manutenção das redes subterrâneas da capital paulista.