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Gastronomia e Turismo

Brasil acelera no foodservice e setor de restaurantes rápidos cresce 22,6%

12/05/2026 15:18 Por Redação NTD

Pesquisa da Deloitte aponta avanço dos modelos de conveniência, delivery e digitalização no mercado brasileiro

O hábito de comer fora ou pedir comida sem sair de casa continua transformando o mercado brasileiro. Impulsionado pela busca crescente por conveniência, agilidade e experiências mais práticas de consumo, o segmento de restaurantes de serviço rápido, conhecidos como QSR (Quick Service Restaurants), registrou crescimento expressivo de 22,6% no Brasil em 2025, consolidando o país como um dos mercados mais dinâmicos do foodservice global. Os dados inéditos fazem parte de uma pesquisa da Deloitte divulgada antecipadamente pela TUTTOFOOD, principal plataforma de negócios do setor alimentício do Sul da Europa. Mesmo com uma retração geral de 3,4% no mercado brasileiro de foodservice, o setor movimentou €84,8 bilhões no período e mantém perspectiva de expansão até 2030.

No cenário internacional, o foodservice global cresceu 2,2% em 2025 na comparação com o ano anterior, alcançando aproximadamente €2,98 trilhões. Segundo o levantamento, Europa e Ásia-Pacífico lideraram o desempenho, com crescimento de 6% e 3,2%, respectivamente, sinalizando um ambiente mais estável após os anos de recuperação pós-pandemia. Além dos restaurantes rápidos, o street food (comida vendida por ambulantes em ruas, feiras, parques) aparece como um dos formatos de maior crescimento no mundo, especialmente na América do Norte e na Ásia, refletindo uma mudança de comportamento dos consumidores em direção a refeições mais acessíveis, rápidas, práticas, e informais. 

Digitalização e conveniência

A pesquisa mostra ainda que a experiência do consumidor está cada vez mais ligada à tecnologia e à praticidade. Embalagens premium passaram a ter papel estratégico no delivery: 90% dos consumidores afirmam que pediriam uma variedade maior de pratos se esse tipo de solução estivesse disponível, enquanto 53% dizem aceitar pagar mais por isso. A digitalização também se tornou praticamente obrigatória no setor, com cerca de 80% dos clientes exigindo jornadas mais tecnológicas, embora muitos mercados ainda estejam em processo de adaptação. O custo-benefício segue como fator central nas decisões de consumo, especialmente em um cenário de maior atenção aos gastos domésticos.

Do lado das empresas, a transformação também já está em curso. O avanço do consumo fora do ponto de venda levou 41% dos operadores a planejarem ampliação de espaços destinados a delivery e retirada, enquanto 34% das redes de QSR apostam em unidades exclusivamente voltadas para esse modelo operacional. A automação avança rapidamente: 74% dos operadores já utilizam tecnologias para elevar produtividade e eficiência, embora apenas 28% relatem ganhos diretos de rentabilidade até agora. Para Antonio Cellie, CEO da Fiere di Parma, organizadora da TUTTOFOOD, o foodservice vive uma nova fase marcada por mudanças profundas nos hábitos de consumo e nas cadeias de suprimento. Já Tommaso Nastasi, sócio da Deloitte, destaca que os restaurantes rápidos se consolidam como protagonistas dessa transformação ao combinar conveniência, padronização, experiência do cliente, e inovação operacional.