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Ex-goleiro Bruno é preso novamente após descumprir regras da liberdade condicional

08/05/2026 11:51 Por Redação NTD

Condenado pela morte de Eliza Samudio, ex-jogador do Flamengo foi localizado e detido após decisão da Justiça do Rio

O nome de Bruno Fernandes voltou a ocupar o centro do noticiário policial brasileiro nesta sexta-feira, 8. O ex-goleiro do Flamengo, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, foi preso novamente após a Justiça determinar a revogação de sua liberdade condicional. Bruno estava foragido em São Pedro da Aldeia, região dos lagos do estado Rio de Janeiro, e foi preso no início da madrugada, sem oferecer resistência aos policiais. A prisão reacende um dos casos criminais mais chocantes e midiáticos da história recente do país, mais de quinze anos após o desaparecimento e morte da modelo que abalou o futebol brasileiro. 

A decisão judicial ocorreu após Bruno descumprir condições impostas para permanecer em liberdade. Entre os motivos apontados está uma viagem sem autorização judicial para o Acre, onde o ex-goleiro chegou a atuar profissionalmente em 2026. A Justiça entendeu que houve violação das regras estabelecidas no regime condicional e expediu um novo mandado de prisão contra o ex-atleta. 

Caso que chocou o Brasil

Bruno foi condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado no caso envolvendo Eliza Samudio. A modelo desapareceu em 2010 após denunciar o goleiro e cobrar o reconhecimento do filho que teve com ele. O corpo de Eliza nunca foi encontrado, mas a Justiça considerou comprovada a participação do ex-jogador no crime. 

Mesmo após condenação e períodos na prisão, Bruno voltou diversas vezes ao futebol em clubes de menor expressão, o que sempre provocou forte repercussão pública e protestos de movimentos de defesa das mulheres. Nos últimos meses, ele havia atuado em equipes amadoras e clubes de divisões inferiores. Agora, com a nova prisão, o ex-goleiro retorna novamente ao sistema prisional enquanto a Justiça avalia os próximos desdobramentos do caso.