Crescimento de 46,8% no primeiro trimestre preocupa autoridades e expõe queda na vacinação
Uma doença que parecia controlada voltou a preocupar autoridades sanitárias no Rio de Janeiro: os casos de caxumba cresceram 46,8% no primeiro trimestre de 2026, reacendendo o sinal de alerta na rede de saúde. O avanço da infecção, especialmente entre crianças, expõe fragilidades na cobertura vacinal e coloca em evidência o risco de reintrodução de doenças evitáveis por vacina.
De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde, foram registrados 395 casos nos três primeiros meses deste ano, contra 210 no mesmo período de 2025. A maior parte das ocorrências envolve crianças de até 9 anos, que concentram mais da metade dos diagnósticos. Apesar do aumento expressivo, não há registro de mortes nem confirmação de surto ativo até o momento, segundo as autoridades.
Vacinação em queda
Especialistas apontam que a redução na cobertura vacinal é um dos principais fatores por trás do crescimento dos casos. Atualmente, os índices estão abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde, com cerca de 85,6% de cobertura na primeira dose e apenas 70% na segunda. A vacina tríplice viral, que também protege contra sarampo e rubéola, segue sendo a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente na rede pública.
A caxumba é uma infecção viral contagiosa, transmitida por gotículas de saliva, e pode causar sintomas como febre, dor ao mastigar e inchaço das glândulas salivares. Em casos mais graves, pode evoluir para complicações como meningite viral e inflamações em outros órgãos. Diante do cenário, municípios como Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São Gonçalo estão sob monitoramento prioritário, enquanto autoridades reforçam a importância da vacinação para conter o avanço da doença.