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Bem-estar & Saúde

Dor no trabalho: esforço repetitivo pode acelerar desgaste do corpo e afetar saúde mental

01/05/2026 10:39 Por Redação NTD

Especialista alerta para impactos silenciosos e destaca importância de pausas e prevenção na rotina profissional

No ritmo intenso de muitas profissões, o corpo costuma dar sinais antes mesmo de ser ouvido. Movimentos repetitivos, sobrecarga física e jornadas sem pausas adequadas podem desencadear um processo silencioso de desgaste que, ao longo do tempo, compromete não apenas a saúde física, mas também o bem-estar emocional dos trabalhadores.

De acordo com o médico Gustavo Vinent, supervisor de Saúde Ocupacional do CEJAM, a repetição contínua de esforços provoca um desgaste acumulativo no sistema musculoesquelético. Esse processo favorece inflamações, reduz a mobilidade e pode acelerar o envelhecimento de estruturas como tendões, ligamentos e articulações. Segundo ele, os primeiros sinais costumam ser leves e passageiros, mas tendem a evoluir de forma progressiva, dificultando a identificação precoce. 

Sinais ignorados e riscos crescentes

A naturalização da dor no ambiente de trabalho é um dos principais fatores de agravamento desses quadros. Muitas vezes tratada como parte da rotina, ela pode evoluir para condições mais sérias, como tendinites, lombalgias, bursites e até hérnias de disco. Regiões como coluna, joelhos, ombros e quadril estão entre as mais afetadas, justamente por suportarem cargas repetidas ao longo do dia.

Além dos impactos físicos, o desgaste contínuo também afeta a saúde mental. A dor persistente pode comprometer a qualidade de vida, reduzir a motivação e desencadear sintomas como irritabilidade, insônia e ansiedade, podendo evoluir para quadros mais graves. Para o especialista, a prevenção passa por medidas simples, como pausas regulares, alternância de tarefas, atenção à postura, prática de atividade física e, principalmente, o reconhecimento da dor como um sinal de alerta — e não como algo a ser ignorado.