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Crise no Samu acende alerta em Cuiabá e mobiliza governo federal após demissão em massa

30/04/2026 10:22 Por Redação NTD

Reunião com Ministério da Saúde tenta evitar colapso do atendimento de emergência na capital e região 

O sinal de emergência está ligado em Cuiabá. A demissão de 56 profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) desencadeou uma crise que ameaça diretamente o socorro à população e forçou uma corrida contra o tempo entre autoridades locais e o governo federal. O temor é claro: sem solução rápida, o serviço pode entrar em colapso em uma das regiões mais populosas de Mato Grosso.

Diante da gravidade da situação, uma comissão se reuniu com representantes do Ministério da Saúde para discutir medidas emergenciais que impeçam a descontinuidade do serviço. A crise se intensificou após o desligamento dos profissionais, ocorrido no fim de março, o que gerou reação imediata de servidores, sindicatos e parlamentares. O impacto já é sentido na operação, com equipes reduzidas e risco de ambulâncias ficarem paradas por falta de pessoal. 

Corrida contra o colapso

Durante as discussões, o Ministério da Saúde reconheceu falhas estruturais e a baixa cobertura do Samu no estado, que hoje atende cerca de 58% da população — bem abaixo da média nacional, que gira em torno de 90%. Como resposta, o governo federal propôs a ampliação da frota de ambulâncias, e o envio de novos veículos para reforçar o atendimento e ampliar a cobertura. Outro ponto central do debate foi a necessidade de manter o Samu sob gestão da área da saúde, evitando mudanças que possam comprometer a eficiência do atendimento.

A possibilidade de transferência de funções para o Corpo de Bombeiros chegou a ser cogitada pelo governo estadual, mas gerou forte reação de especialistas e parlamentares, que alertam para riscos de descaracterização do modelo atual. Enquanto isso, cresce a pressão para que o governo de Mato Grosso reveja as demissões e encontre uma solução negociada. Autoridades admitem a possibilidade de reavaliar contratos e retomar o diálogo com os profissionais, numa tentativa de conter o avanço da crise. Em jogo está mais do que uma disputa administrativa: trata-se da manutenção de um serviço essencial, onde cada minuto pode significar a diferença entre a vida e a morte.