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Economia

Novo Desenrola abre caminho para uso do FGTS na renegociação de dívidas

28/04/2026 16:10 Por Redação NTD

Programa prevê descontos elevados e deve beneficiar milhões de brasileiros

Em meio ao aperto no orçamento das famílias e ao peso crescente das dívidas no dia a dia dos brasileiros, o governo federal prepara uma nova cartada para aliviar a pressão financeira que atinge milhões de pessoas. A próxima fase do Desenrola Brasil deve permitir, pela primeira vez, o uso do FGTS como instrumento para renegociar débitos, ampliando as possibilidades de saída do endividamento. A medida surge em um contexto de alta inadimplência, e busca oferecer alternativas mais acessíveis para que trabalhadores regularizem sua situação financeira sem comprometer totalmente sua renda mensal.

O programa foi confirmado pelo Ministério da Fazenda, e deve ser anunciada oficialmente ainda nesta semana pelo Presidente Lula. De acordo com o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, o uso do FGTS terá limites bem definidos: o trabalhador poderá utilizar apenas uma parcela do saldo disponível, e exclusivamente para quitar ou renegociar dívidas dentro do programa. A proposta também prevê mecanismos de controle para evitar o uso indiscriminado do fundo, preservando sua função original de proteção ao trabalhador em situações como demissão sem justa causa.

Alívio para o endividamento

O novo Desenrola terá como foco principal reduzir a inadimplência em larga escala, especialmente em dívidas com juros mais altos, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. Em contrapartida ao uso do FGTS e à adesão ao programa, o governo pretende negociar com bancos e instituições financeiras condições mais vantajosas, com redução significativa de juros, e descontos que podem chegar a até 90% do valor devido. A expectativa é tornar as parcelas mais acessíveis e compatíveis com a renda dos devedores, facilitando a quitação dos débitos.

Além disso, a iniciativa contará com recursos do Fundo Garantidor de Operações, que deve oferecer maior segurança às instituições financeiras para ampliar o volume de renegociações. Com essa garantia, bancos tendem a assumir menos risco e, consequentemente, oferecer condições melhores aos clientes. A expectativa do governo é que a nova etapa alcance dezenas de milhões de brasileiros, repetindo ou até superando o impacto da primeira edição do programa, que já havia movimentado bilhões de reais em acordos, e contribuído para a redução dos índices de inadimplência no país.