Novo sistema promete combater irregularidades, ampliar fiscalização e modernizar pagamento nas ruas da cidade
O velho papel vai dar lugar ao toque na tela: estacionar no Rio de Janeiro deixará de ser uma negociação improvisada nas ruas para se tornar um processo digital, rastreável e integrado. A Prefeitura anunciou que, a partir de agosto, o modelo tradicional do rotativo será substituído por um sistema totalmente digital, numa tentativa de enfrentar fraudes, organizar o uso das vagas e reduzir a presença de práticas ilegais no cotidiano dos motoristas.
Atualmente, a cidade conta com cerca de 37 mil vagas de estacionamento rotativo, ainda dependentes de talões físicos frequentemente intermediados por guardadores informais, enquanto a fiscalização fica sob responsabilidade da Guarda Municipal. A mudança, segundo o município, busca justamente eliminar distorções desse modelo, marcado por denúncias de cobranças indevidas e atuação irregular em diversas áreas.
Como vai funcionar
O novo sistema, chamado Rio Rotativo Digital, será operado por meio do aplicativo Jaé. Ao estacionar em uma vaga sinalizada, o motorista terá a localização identificada automaticamente por GPS, informará a placa do veículo e escolherá o tempo de permanência. O pagamento poderá ser feito diretamente pelo celular, via créditos no app, Pix ou cartão de crédito, mantendo a tarifa de R$ 2 por duas horas, com limite de até seis horas por vaga.
A fiscalização também passará por mudanças estruturais. Em vez do modelo tradicional, agentes de verificação credenciados irão utilizar um aplicativo próprio para registrar, por fotos, se o pagamento foi realizado. O cronograma prevê início do credenciamento em junho, treinamentos em julho e a entrada definitiva do sistema em agosto, alinhando o Rio a outras capitais brasileiras que já adotaram soluções digitais para o controle de estacionamento público.