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Bem-estar & Saúde

Goiás concentra 42% dos casos de síndrome respiratória em crianças de até 2 anos

23/04/2026 15:14 Por Redação NTD

Avanço da doença leva estado a decretar emergência e acende alerta para alta vulnerabilidade entre bebês

O avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave transformou Goiás em um ponto de atenção nacional, com um dado que preocupa autoridades de saúde: 42% dos casos registrados atingem crianças de até 2 anos. O número revela um cenário delicado, em que os mais vulneráveis são também os mais afetados, pressionando hospitais e exigindo respostas rápidas do poder público diante do aumento das internações e da circulação de vírus respiratórios. 

De acordo com dados recentes, o estado já contabiliza cerca de 2,6 mil casos da síndrome em 2026, sendo mais de mil ocorrências apenas entre bebês e crianças pequenas. Além disso, foram registradas ao menos 115 mortes relacionadas à doença, o que contribuiu para a decisão de decretar situação de emergência em saúde pública por 180 dias. A medida permite ações imediatas, como reforço na rede hospitalar, contratação emergencial de profissionais e aquisição de insumos.  

Pressão no sistema de saúde

O crescimento acelerado dos casos também está ligado à circulação de diferentes vírus respiratórios, incluindo a influenza, com alerta para variantes em circulação. Parte significativa das notificações está associada a outros vírus, o que amplia a complexidade do cenário epidemiológico e dificulta o controle da doença. Especialistas ainda apontam a baixa cobertura vacinal entre grupos prioritários como um fator que contribui para o agravamento da situação. 

Diante desse quadro, o sistema de saúde já enfrenta sinais de sobrecarga, com aumento expressivo na demanda por leitos e atendimentos, especialmente pediátricos. Autoridades reforçam a importância da vacinação, do diagnóstico precoce e da atenção aos sintomas em crianças pequenas, enquanto tentam conter o avanço da doença. O cenário em Goiás serve de alerta para outras regiões do país, especialmente com a aproximação do período de maior circulação de vírus respiratórios.