Manifestação organizada por partido português reúne críticas ao Presidente brasileiro; apoiadores também marcam presença
A passagem do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva por Lisboa transformou a capital portuguesa em um cenário de contestação política, com forte presença de manifestantes contrários ao líder brasileiro. Em frente ao Palácio de Belém, sede oficial da Presidência de Portugal, portugueses e brasileiros se uniram em protesto para expressar rejeição a Lula, empunhando cartazes, bandeiras e entoando palavras de ordem contra o Presidente do Brasil. O ato evidenciou que a polarização política brasileira ultrapassa fronteiras, mobilizando também setores da sociedade portuguesa.
O protesto foi organizado pelo partido de direita Chega, liderado por André Ventura, e teve como principal pauta críticas à corrupção e à trajetória política de Lula. Manifestantes levaram faixas pedindo a prisão do Chefe de Estado brasileiro, e questionando sua presença em compromissos oficiais em Portugal. A mobilização reuniu cidadãos dos dois países, reforçando um sentimento compartilhado entre parte dos participantes de insatisfação com o governo do Brasil.
Atos opostos no mesmo local
Enquanto portugueses e brasileiros protestavam contra Lula, apoiadores do petista também marcaram presença nas proximidades, organizados por militantes do Partido dos Trabalhadores em Lisboa. Na tentativa de abafar o protesto, o grupo realizou um ato paralelo, com clima festivo, música, e mensagens de apoio, destacando a importância da visita presidencial e defendendo a trajetória política de Lula. A realização das manifestações no mesmo espaço e horário evidenciou o contraste entre os dois grupos.
Ao longo do dia, os atos reuniram algumas centenas de pessoas e transcorreram sob acompanhamento das autoridades locais, sem registro de confrontos graves. Ainda assim, a forte presença de portugueses e brasileiros no protesto contra Lula chamou atenção e reforçou como a figura do Presidente segue despertando reações intensas, inclusive fora do Brasil. A cena em Lisboa simboliza a extensão internacional da polarização política que marca o país nos últimos anos.