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Traficante ligado ao Comando Vermelho no sul da Bahia foge de operação no Vidigal após festa em comunidade

20/04/2026 14:25 Por Redação NTD

Apontado como alvo principal da ação, “Dadá” escapou por passagem secreta e deixou mulher e filhos para trás durante incursão policial

No centro da operação que transformou o Vidigal em cenário de guerra na manhã desta segunda-feira, 20, um nome sintetiza a complexidade e a ousadia do crime organizado interestadual: Edinaldo Pereira Souza, o “Dadá”. Considerado uma das lideranças nacionais do Comando Vermelho, ele era o principal alvo da ação que terminou em intenso tiroteio, turistas cercados, e vias interditadas; mas, mais uma vez, conseguiu escapar, frustrando as forças de segurança. A presença do criminoso na comunidade carioca, inclusive em clima de festa com familiares e aliados, reforça o nível de articulação e a sensação de impunidade com que algumas lideranças circulam entre diferentes estados do país. 

Segundo as investigações, Dadá atua em regiões turísticas da Bahia, como Caraíva e Trancoso, e é associado a facções criminosas com forte ramificação no Rio de Janeiro. Foragido desde 2024, quando participou de uma fuga em massa de um presídio baiano, ele vinha se escondendo na Rocinha sob proteção do próprio Comando Vermelho. Monitorado pelo Ministério Público da Bahia, teve sua localização identificada após se deslocar para o Vidigal, onde alugou uma casa para reunir familiares e amigos durante o feriado. A movimentação chamou a atenção das autoridades, que passaram a acompanhar seus passos até deflagrar a operação. 

Fuga em meio à operação

A chegada das forças de segurança desencadeou uma reação armada de criminosos, e deu início a um confronto que rapidamente se espalhou por diferentes pontos da comunidade, levando pânico a moradores e impactando áreas vizinhas. No momento do cerco, Dadá conseguiu fugir por uma passagem secreta estreita, que dificultou a perseguição policial, abandonando no imóvel a companheira, filhos, e outros convidados da festa. Apesar do cerco montado e da mobilização de efetivos, a operação não conseguiu capturar o traficante, embora tenha resultado em prisões de suspeitos ligados à facção, além da apreensão de armas e outros materiais ilícitos.

A ação, coordenada entre a Polícia Civil do Rio e o Ministério Público da Bahia, tinha como objetivo atingir a estrutura de organizações criminosas que operam fora do estado de origem e encontram refúgio em comunidades cariocas. O episódio escancara a integração entre facções e a mobilidade dessas lideranças, capazes de circular entre diferentes territórios mesmo sob monitoramento, aproveitando brechas e redes de proteção. Além disso, evidencia os impactos colaterais dessas operações, que frequentemente atingem moradores e até turistas em áreas de grande visibilidade, ampliando o debate sobre segurança pública, inteligência policial, e cooperação interestadual no combate ao crime organizado.