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O que é “normal” no sexo? Especialista esclarece dúvidas e desmonta mitos comuns

18/04/2026 20:22 Por Redação NTD

O mito do “sexo ideal” e o peso das comparações; especialista explica por que não existe régua universal para prazer

Entre expectativas irreais e comparações constantes, muitas pessoas transformam a vida sexual em uma espécie de competição silenciosa. Surge então a dúvida: estou fazendo “o suficiente”? Para a sexóloga Gislene Teixeira, essa lógica não faz sentido. “Normal é aquilo que te dá prazer. E esse prazer precisa ser para ambos”, afirma. Segundo ela, não existe um padrão universal. O que há são experiências individuais que devem respeitar limites, desejos, e acordos entre os envolvidos.

A especialista destaca um paradoxo: todo sexo é normal até que exista o anormal; e esse limite não está nos atos em si, mas em pilares como consentimento, prazer, saúde, conexão, e intimidade. A sexualidade é uma construção cultural, influenciada por fatores como idade, religião, e contexto social. Por isso, a melhor referência é interna. “O que te deixa desconfortável ou limitado pode estar fora do seu escopo”, explica, lembrando que esses limites mudam ao longo da vida.

Ansiedade e comparação

Orgasmo, frequência e libido estão entre as dúvidas mais comuns e, quase sempre, têm a ansiedade como pano de fundo. Homens lidam com o medo da performance, enquanto mulheres tendem a comparar a frequência sexual com amigas ou com o que veem nas redes. “O que importa é que o casal esteja alinhado. Sexo não é planilha de Excel”, diz. Sobre o orgasmo, ela reforça: nem toda relação precisa terminar com satisfação plena, e o autoconhecimento, inclusive pela masturbação, pode ajudar a ampliar o prazer. 

A pressão estética também pesa, e cresce entre homens e mulheres. “O sexo começa na mente, mas não precisa ser alimentado por padrões impossíveis”, afirma. Comparações podem gerar frustração, baixa autoestima e angústia, já que muitas vezes são feitas com versões irreais da vida alheia. A libido, por sua vez, oscila naturalmente por fatores como estresse, hormônios e rotina. Segundo Gislene, o mais importante não é a quantidade, mas a qualidade da conexão. “Sexo é troca, é liberdade. O que importa é o caminhar, não a chegada”, conclui.