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Bem-estar & Saúde

Anvisa cria grupo de trabalho para uso seguro de “canetas emagrecedoras” no Brasil

17/04/2026 13:52 Por Redação NTD

Medida busca reforçar controle e orientar uso de medicamentos diante de riscos e crescimento da demanda

Diante da explosão no uso das chamadas “canetas emagrecedoras” no país, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária decidiu avançar no controle desses medicamentos e criou um grupo de trabalho para discutir estratégias que garantam mais segurança aos pacientes — um movimento que reflete a preocupação crescente com o uso indiscriminado dessas substâncias.

O grupo terá a missão de avaliar riscos, propor normas e orientar profissionais de saúde e a população sobre o uso correto desses medicamentos, originalmente indicados para tratamento de diabetes tipo 2 e, em alguns casos, obesidade. A iniciativa surge em meio ao aumento do consumo fora das indicações médicas, impulsionado principalmente por promessas de emagrecimento rápido e pela popularização nas redes sociais. Especialistas alertam que o uso sem acompanhamento pode trazer efeitos adversos importantes. 

Riscos e alerta sanitário

A decisão da Anvisa ocorre após uma série de alertas recentes sobre os riscos associados ao uso dessas canetas, que incluem substâncias como semaglutida e tirzepatida. Entre os principais problemas identificados estão casos de pancreatite aguda — condição grave que pode levar à morte — além de náuseas, vômitos e outras complicações. O uso fora das indicações médicas aumenta significativamente esses riscos e dificulta o diagnóstico precoce de efeitos adversos. Nos últimos anos, a agência também intensificou a fiscalização e chegou a proibir a venda, importação e propaganda de produtos irregulares, além de apreender medicamentos sem registro sanitário.

O crescimento de notificações de eventos adversos e até mortes suspeitas reforçou a necessidade de uma ação mais estruturada, levando à criação do grupo de trabalho. A expectativa é que as discussões resultem em novas diretrizes para prescrição, comercialização e monitoramento desses medicamentos no Brasil. Enquanto isso, a recomendação permanece clara: o uso deve ser feito apenas com prescrição e acompanhamento médico, dentro das indicações aprovadas, para garantir que os benefícios superem os riscos à saúde.