Modelo passará a ser importado a partir de 2026, com visual обновado e melhorias tecnológicas
A Nissan redesenha sua estratégia na América Latina e coloca o México no centro da produção da Nissan Frontier. A mudança marca o fim de uma era na Argentina e o início de uma nova fase para a picape, que continuará relevante no mercado brasileiro — agora com ajustes importantes, mas sem uma revolução completa, para alívio dos puristas.
A principal mudança é industrial: a Frontier deixará de ser fabricada na Argentina e passará a ser produzida exclusivamente no México, de onde será exportada para toda a região, incluindo o Brasil. A decisão faz parte de uma reestruturação global da montadora e já foi oficializada, encerrando as atividades na fábrica de Santa Isabel, em Córdoba. Com isso, países como o Brasil passarão a receber apenas unidades importadas do país norte-americano a partir de 2026.
Mudanças sem revolução
Apesar da troca de origem, a nova Frontier não será exatamente uma nova geração. A picape passará por uma reestilização relativamente importante, com mudanças no design — especialmente na dianteira — além de melhorias no interior, acabamento, e tecnologia embarcada. O modelo deve ganhar novos sistemas de assistência ao motorista e um pacote mais moderno de conectividade, buscando se manter competitivo no segmento.
Por outro lado, a base estrutural será mantida, assim como o motor 2.3 biturbo diesel, que pode receber ajustes de desempenho, mas sem eletrificação neste primeiro momento. A estratégia da Nissan segue a linha de atualizar um modelo consolidado, adiando mudanças mais profundas para uma futura geração. Com isso, a Frontier mexicana chega como uma evolução do que já existe — menos ruptura e mais continuidade para enfrentar rivais cada vez mais tecnológicos no mercado de picapes médias.